Desemprego atinge a menor taxa em outubro desde 2002

A taxa de desocupação foi estimada em 5,3%, a menor para o mês de outubro desde o início da pesquisa realizada pelo IBGE. O rendimento médio real dos ocupados é de R$ 1.787,70.

:: Da redação22 de novembro de 2012 11:19

Desemprego atinge a menor taxa em outubro desde 2002

:: Da redação22 de novembro de 2012

A taxa de desocupação foi estimada em 5,3%, a menor para o mês de outubro desde o início da pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em março de 2002. O desemprego está estável em relação ao resultado apurado em setembro (5,4%). Em comparação a outubro de 2011 (5,8%), ocorreu declínio de 0,5 ponto percentual. A população desocupada (1,3 milhão de pessoas) ficou estável, tanto em comparação com setembro quanto com outubro do ano passado.

A Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE é realizada nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. A população ocupada nessas capitais (23,4 milhões) teve variação positiva de 0,9% frente ao mês de setembro. No confronto com outubro de 2011, verificou-se aumento de 3,0%, o que representou elevação de 684 mil ocupados no intervalo de 12 meses.

O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado (11,5 milhões) não registrou variação na comparação com setembro. Na comparação anual, houve alta de 3,2%, o que representou um adicional de 356 mil postos de trabalho com carteira assinada em um ano.

O rendimento médio real habitual dos ocupados (R$ 1.787,70, o valor mais alto desde março de 2012) foi considerado estável em comparação com setembro. Frente a outubro do ano passado, o poder de compra dos ocupados cresceu 4,6%. A massa de rendimento real habitual dos ocupados (R$ 42,2 bilhões) aumentou 1,6% em relação a setembro. Em comparação com outubro de 2011, a massa cresceu 7,9%. A massa de rendimento real efetivo dos ocupados (R$ 42,2 bilhões), estimada em setembro de 2012, subiu 1,6% no mês e 8,6% no período de um ano.

Taxa de desocupação registra estabilidade em quatro regiões em relação a setembro

Regionalmente, na análise mensal, a taxa de desocupação (proporção de pessoas desocupadas em relação à população economicamente ativa, que é formada pelos contingentes de ocupados e desocupados) subiu em Recife (de 5,7% para 6,7%), caiu em São Paulo (de 6,5% para 5,9%) e ficou estável nas demais regiões. No confronto com outubro de 2011, a taxa recuou em Salvador (2,4 pontos percentuais) e no Rio de Janeiro (1,1 ponto percentual) e manteve a estabilidade nas demais regiões.

O contingente de desocupados (pessoas sem trabalho que estão tentando se inserir no mercado) foi estimado em 1,3 milhão de pessoas no agregado das seis regiões investigadas, resultado considerado estável em relação a setembro último e também quando comparado com outubro de 2011.

A análise regional mostrou variação no contingente de desocupados em relação a setembro último, nas Regiões Metropolitanas de Recife (alta de 17,9%) e de São Paulo (queda de 9,5%). Em relação a outubro de 2011, houve queda nesse contingente nas Regiões Metropolitanas de Salvador (23,3%) e do Rio de Janeiro (18,8%) e elevação em Recife (18,7%).

O nível da ocupação (proporção de pessoas ocupadas em relação às pessoas em idade ativa), estimado em outubro de 2012, em 55,0%, para o total das seis regiões, subiu 0,5 ponto percentual na comparação mensal e 1,0 ponto percentual frente a outubro do ano passado.

Regionalmente, na comparação mensal, esse indicador aumentou na Região Metropolitana de São Paulo (1,0 ponto percentual). Frente a outubro do ano passado, ocorreu alta em Salvador (2,6 pontos percentuais), Recife (1,8 ponto percentual) e em Belo Horizonte (1,2 ponto percentual).

Analisando-se o contingente de ocupados, segundo os grupamentos de atividade econômica, de setembro para outubro de 2012, registrou alteração significativa apenas no grupamento da Construção, alta de 4,5% (80 mil pessoas). Em relação a outubro de 2011, quatro grupamentos tiveram elevação: Construção (8,5%), Educação saúde, administração pública (4,8%), Comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e Outros Serviços (ambos 4,0%).

Na comparação anual, rendimento médio aumenta em cinco das seis regiões

Na análise regional, o rendimento médio real habitual dos trabalhadores em relação a setembro de 2012 aumentou nas Regiões Metropolitanas do Rio de Janeiro (0,8%), Recife (0,7%) e São Paulo (0,5%). Apresentou queda em Salvador e Belo Horizonte (1,2%) e ficou estável em Porto Alegre. Na comparação com outubro do ano passado o rendimento registrou alta em Recife (7,8%), Belo Horizonte (7,1%) São Paulo (6,9%), Porto Alegre (6,6%) e Rio de Janeiro (2,1%). Apresentou declínio em Salvador (6,0%).

Na classificação por grupamentos de atividade, foram verificadas variações negativas, na comparação com setembro, em três grupos: Indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água (-1,0%), Educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social (-0,8%) e Serviços domésticos (-1,7%). Na comparação anual, todos os grupos tiveram variações positivas.

Com informações do IBGE

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