Dieese: preço da cesta básica cai em todas as capitais pesquisadas

A última vez em que houve recuo no preço da cesta em todas as localidades acompanhadas foi em maio de 2007.

:: Da redação6 de agosto de 2013 15:15

Dieese: preço da cesta básica cai em todas as capitais pesquisadas

:: Da redação6 de agosto de 2013

A última vez em que houve recuo no preço da cesta
em todas as localidades acompanhadas foi
em maio de 2007

O preço da cesta básica caiu em julho nas 18 capitais pesquisadas mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A última vez em que houve recuo no preço em todas as localidades acompanhadas pelo órgão foi em maio de 2007, quando o levantamento era feito em 16 cidades (não participavam Manaus e Campo Grande).

As retrações mais significativas foram registradas em Brasília (-8,86%), Florianópolis (-7,61%), Porto Alegre (-7,06%) e Goiânia (-7%). As menores variações ocorreram em Salvador (-0,18%), Vitória (-1,55%) e Manaus (- 0,82%).

São Paulo continuou a ser a capital com o maior valor (R$ 327,44) para os gêneros alimentícios de primeira necessidade, apesar do recuo de 3,82% ocorrido no último mês, no custo da cesta paulistana. Vitória registrou o segundo maior custo, com R$ 310,73, seguida por Manaus (R$ 310,52) e Porto Alegre (R$ 305,91). Os menores valores médios foram observados em Aracaju.

Cesta x salário mínimo
Com a queda no preço dos itens essenciais em todas as 18 capitais pesquisadas pelo  DIEESE, a jornada de trabalho necessária para o trabalhador que ganha salário mínimo adquirir  a cesta básica diminuiu, totalizando, na média das 18 capitais, 92 horas e 31 minutos, enquanto em junho chegava a 96 horas e 55 minutos. Em comparação com julho de 2012, o tempo de trabalho necessário para a mesma aquisição encontrava-se em patamar semelhante, equivalendo a 92 horas e 48 minutos.

Quando se compara o custo da cesta com o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em julho, 45,71% dos vencimentos para comprar os mesmos produtos que, em junho, demandavam 47,89%. Em julho de 2013, o comprometimento do salário mínimo líquido com a compra da cesta equivalia a 45,85%.

Comportamento dos preços
Em julho, os preços dos produtos alimentícios essenciais mostraram predomínio de queda na maioria das capitais. Somente o leite registrou alta em todas as capitais enquanto o tomate teve redução também nas 18 localidades pesquisadas.

Apenas em Manaus (-6,16%), o preço do tomate, em julho, teve queda inferior a 10,0%.

Já em cinco cidades a retração superou 40,0%: Rio de Janeiro (-40,71%), Belo Horizonte  (-40,82%), Porto Alegre (-45,63%), Goiânia (-46,93%) e Brasília (-56,81%). Na comparação em 12 meses – que conta com dados referentes a 17 cidades, pois a pesquisa ainda não era realizada em Campo Grande em julho de 2012 -, o tomate ainda está mais caro, atualmente, em três capitais: Florianópolis (29,28%), Aracaju (7,50%) e Belém (4,12%). Nas demais, o recuo em relação a julho de 2012 variou de -2,96%, em Recife a -59,17%, em Belo Horizonte.

O preço do óleo de soja diminuiu, em julho, em 15 localidades. As quedas mais expressivas verificaram-se em Campo Grande (-11,41%), Salvador (-7,24%), Goiânia (-5,66%) e São Paulo (-5,21%). Houve estabilidade em Curitiba e pequena alta em Recife (1,71%) e Belo Horizonte (1,06%).

Com informações do Dieese

Foto: Agência Brasil


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