Dilma quer assegurar 100% dos royalties do pré-sal para a educação

“Nessa questão da educação, somos teimosos e vamos enviar uma nova proposta para uso dos recursos exclusivamente para a educação”.

“O Brasil precisa de duas coisas para melhorar a
educação: da vontade de todos nós, a vontade
política, mas também precisa de recursos”

A presidenta Dilma Rousseff anunciou, nesta segunda-feira (29) que enviará ao Congresso Nacional uma nova proposta sobre o uso integral dos royalties do petróleo da camada pré-sal para a educação. A Medida Provisória (MP) 592, que perde a validade no próximo dia 12, caso não seja votada, sequer passou pela comissão encarregada de analisar a proposta. “Vamos enviar nova proposta para uso dos recursos de royalties e participação especial do pré-sal para ser gasto exclusivamente na educação”, afirmou a presidente.

E prosseguiu: “nessa questão da educação, somos teimosos, somos insistentes, e vamos enviar uma nova proposta para uso dos recursos, royalties, participações especiais e o recurso do pré-sal, para serem gastos exclusivamente na educação. O Brasil precisa de duas coisas para melhorar a educação: da vontade de todos nós, a vontade política do governo e a paixão das famílias, mas também precisa de recursos”.

Na última semana, a comissão mista adiou a votação do texto até uma manifestação do Supremo Tribunal Federal (STF) a respeito das regras de divisão dos recursos dos royalties. A presidenta também defendeu a adoção do ensino integral nas escolas públicas do País, e disse que o Governo está ampliando o acesso ao ensino superior por meio das cotas raciais.

A presidenta participou, em Campo Grande, da entrega de chaves de 300 ônibus escolares para transporte de crianças e jovens da zona rural de 78 municípios de Mato Grosso do Sul.

Dilma disse também que o aumento do Produto Interno Bruto (PIB), da agricultura, da oferta de serviços e da produção de petróleo são relevantes para o desenvolvimento do Brasil. “Nós mudamos, somos respeitados no mundo, somos um País forte, somos uma das maiores economias, temos uma agricultura forte e competitiva, uma indústria forte e competitiva, temos uma população trabalhadora, capaz, que não desiste nunca, que entra pra ganhar. Nesses últimos dez anos, enterramos o complexo de vira-lata. Vamos aproveitar, levantar bem o nariz e ter muita autoconfiança, porque nós somos de um País vencedor”.

Com informações das agências onlines

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