Dilma quer “pacto urgente” para reverter a recessão e a crise


A presidenta Dilma diz que política de austeridade praticada pela UE é perversa. “A austeridade, isolada, derrota a si mesma”.

:: Da redação20 de novembro de 2012 16:05

Dilma quer “pacto urgente” para reverter a recessão e a crise

:: Da redação20 de novembro de 2012

As políticas fiscais ortodoxas não vão resolver a crise econômica vivida pelas economias européias. “Essa opção agrava a recessão. O Brasil aprendeu que as dívidas soberana e bancária não são equacionadas em cenários recessivos. Isso só agudiza a crise”, afirmou a presidenta Dilma Rousseff em seu discurso de abertura do seminário “Brasil en la Senda del Crecimiento”, organizado pelos jornais Valor Econômico e El País, no Teatro Real, em Madri.

Segundo Dilma, cortes radicais de gastos, políticas monetárias exclusivas e retirada de direitos não podem ser tratados como a única alternativa. “Esse receituário aumenta a desconfiança não só das populações, como também dos mercados”. A presidenta defendeu a construção “urgente” de um pacto para “combater a desesperança” e assegurar a “retomada coordenada do crescimento.

A presidenta defendeu a combinação de austeridade fiscal com medidas de estímulo ao crescimento como forma de recuperar a confiança, tanto dos mercados quanto da população. “A austeridade, isolada, derrota a si mesma”. Ela citou o exemplo do Brasil, que mesmo observando estrito controle das contas públicas, faz isso em combinação com investimentos em educação e infraesatrutura e que executa o controle da inflação sem esquecer do aprofundamento das políticas sociais.

Dilma quer que as alternativas para a crise sejam assumidas e implementadas de maneira integrada, globalmente. Dos países desenvolvidos, ainda poupados do pior da crise, ela cobra medidas anticíclicas, com mais consumo, mais investimentos e mais importações. Com a autoridade de quem preside um país cuja economia gerou mais de 17 milhões de empregos formais, na última década, a presidenta lembrou que, mesmo com cortes cada vez mais profundos, países como a Grécia, Portugal e Espanha vêm crescer cada vez mais seus déficits públicos e suas dívidas.

Para o Brasil, Dilma presidenta previu um crescimento significativo para o próximo ano e ressaltou a capacidade do País de manter o nível de emprego, reduzir as desigualdades e assegurar o aumento da renda. “Meu país tem feito a sua parte”.

Cyntia Campos

do discurso da presidenta Dilma http://www2.planalto.gov.br/imprensa/discursos/discurso-da-presidenta-da-republica-dilma-rousseff-durante-a-cerimonia-de-abertura-do-seminario-201cbrasil-en-la-senda-del-crecimiento201d

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