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Durigan aponta melhora das contas públicas sem corte de investimentos

Ministro da Fazenda afirma que ajuste fiscal tem sido feito com responsabilidade social e aponta impactos de decisões de governos passados

Agência Brasil

Durigan aponta melhora das contas públicas sem corte de investimentos

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira (6/5) que o governo do presidente Lula tem conseguido melhorar as contas públicas sem abrir mão de investimentos em programas essenciais. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro.

Ao comentar o cenário macroeconômico, Durigan reconheceu que o Brasil ainda convive com uma das taxas de juros reais mais altas do mundo, mas rejeitou a ideia de que isso seja consequência direta de gastos excessivos do governo.

Segundo o ministro, atribuir os juros elevados ao aumento das despesas públicas é uma “resposta fácil”, que não reflete a realidade. Ele defendeu que o equilíbrio fiscal deve ser construído com responsabilidade, sem medidas consideradas simplistas.

Durigan criticou a criação do teto de gastos durante o governo de Michel Temer, afirmando que a regra não foi acompanhada de ajuste efetivo nas contas públicas da época. Segundo ele, o modelo acabou transferindo o problema fiscal para administrações futuras.

“Quando o governo Temer fez o teto de gastos, não valeu para o governo Temer. O governo Temer fez um déficit absurdo e jogou uma regra de teto de gastos para frente”, disse.

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O ministro também fez críticas à gestão de Jair Bolsonaro, destacando promessas não cumpridas de privatização e medidas que, segundo ele, agravaram o cenário fiscal.

“Paulo Guedes prometeu privatizar tudo, resolver [as contas públicas]. Não fizeram privatizações. Fizeram uma malfeita no final do governo, a toque de caixa, o que também não resolve conta pública no país. Deram calote em precatórios, contrataram o custo do Fundeb para o nosso governo, reduziram receitas como IPI e IOF. Há uma série de questões de responsabilidade fiscal”, criticou.

Durigan afirmou que, na atual gestão, houve avanço consistente na organização das contas públicas. De acordo com ele, o governo zerou o déficit em 2024 e 2025 e trabalha com a meta de alcançar superávit nos próximos anos.

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O ministro também apontou que fatores externos, como tensões internacionais — incluindo a guerra no Irã —, têm pressionado a inflação global e dificultado a redução mais rápida dos juros no Brasil.

Apesar disso, Durigan afirmou que o governo tem atuado para criar condições que permitam a queda gradual das taxas, contribuindo para uma trajetória de redução dos juros no país.

Segundo ele, a combinação entre responsabilidade fiscal, proteção da economia diante de choques externos e políticas voltadas à redução da inadimplência é fundamental para sustentar o crescimento econômico com estabilidade.

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