Caravana derrota fascismo

Em Curitiba, unidade pela democracia

Hoje, 17h, a caravana de Lula pelo Sul encerra com grande ato, com presença de Requião, Boulos, Manuela Dávila e dezenas de lideranças populares, sindicais e estudantis
:: Rafael Noronha28 de março de 2018 12:51

Em Curitiba, unidade pela democracia

:: Rafael Noronha28 de março de 2018

“Estaremos juntos: eu, Guilherme Boulos e Lula hoje em Curitiba. Nossa unidade é contra o fascismo, contra a destruição do Brasil e da democracia”. Assim se manifestou a deputada estadual, Manuela D’Ávila (PCdoB-RS), após o ataque desferido contra a caravana do ex-presidente Lula, ontem (27), no estado do Paraná.

Na emboscada, um dos ônibus da caravana Lula Pelo Sul foi alvo de três tiros disparados enquanto a comitiva de deslocava entre as cidades de Quedas do Iguaçu e Laranjeiras do Sul.

Guilherme Boulos (PSol-SP) utilizou suas redes sociais para lembrar que nos últimos dias a caravana já havia sido alvo de ataques por parte de grupos opositores. “Já havíamos presenciado uma série de atos de hostilidade e violência política. O que está em jogo neste momento é a necessidade de uma unidade democrática contra aqueles que fazem política com ódio e ignorância”, disse.

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Claudio Lamachia, por meio de nota, repudiou o ataque e afirmou que as soluções para o País devem estar “dentro da lei e do espírito democrático”. “É preciso coibir e punir os ataques a partidos e a políticos. O debate político deve se dar no campo das ideias”, afirmou.

A Bancada Progressista do Parlamento do Mercosul também mostrou solidariedade ao ex-presidente Lula e à caravana. Os parlamentares recordaram que o estado do Paraná, governado pelo PSDB, foi o único percorrido pela caravana, além de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que não ofereceu suporte policial aos atos políticos e nem para os deslocamentos do grupo.

“Alertamos que o contexto de intolerância e violência fascista seguirá crescendo se as autoridades públicas do país e organismos internacionais de direitos humanos não fizerem um chamado claro pelo respeito à vida de dirigentes de esquerda e de movimentos sociais”, diz trecho da nota.

Em nota conjunta, três das principais centrais sindicais do País – CSB, Força Sindical e UGT – lamentaram o ato de covardia contra a caravana e classificaram o ato como: “verdadeiro ataque à democracia”.

“Não podemos permitir, em hipótese alguma, que diferenças políticas e/ou ideológicas sejam colocadas, de forma insana, no lugar onde deveria prevalecer o bom-senso e o direito democrático de expor, em bom tom, opiniões ou conceitos distintos”, apontam.

Confira as manifestações:







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