Escândalo Geddel expõe a fragilidade de Michel Temer, acusa Lindbergh

:: Rafael Noronha23 de novembro de 2016 19:09

Escândalo Geddel expõe a fragilidade de Michel Temer, acusa Lindbergh

:: Rafael Noronha23 de novembro de 2016

Foto: Alessandro DantasRafael Noronha

23 de novembro de 2016 | 17h03

O líder do bloco da minoria, Lindbergh Farias (PT-RJ) disse, nesta quarta-feira (23), que o escândalo protagonizado pelo ministro Geddel Vieira Lima mostra ao Brasil não só a fraqueza de Michel Temer, como também de todo o governo ilegítimo.

Para Lindbergh, as informações veiculadas até o momento mostram que não há apenas o interesse de Geddel como proprietário do imóvel. Existe, segundo o líder, a comprovação da prática de tráfico de influência de um ministro de Estado abusando de seus poderes. Pratica essa que provocou o pedido de demissão do, agora, ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, responsável pelas ações do Iphan.

Reportagem de hoje da Folha de S. Paulo destaca documento anexado no processo administrativo que tramitou junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que barrou a construção do edifício. Nele, é possível verificar que a Porto Ladeira da Barra Empreendimento, empresa responsável pelo La Vue, nomeou como procuradores os advogados Igor Andrade Costa, Jayme Vieira Lima Filho e o estagiário Afrísio Vieira Lima Neto. Primo e sobrinho de Geddel, respectivamente.

“Estamos mostrando a fragilidade deste presidente. É um presidente que tem medo da delação de Eduardo Cunha; um presidente que não demite Geddel Vieira Lima, porque não tem coragem, não tem condições de demitir. Está claro que o Geddel jogou duro com Michel Temer porque tem medo de ser demitido, de perder o foro e de ser preso. É um escândalo a posição do presidente Michel Temer”, destacou.

Para Lindbergh, essa vulnerabilidade do atual governo decorre da ausência de legitimidade de um grupo que chegou ao poder sem a chancela do voto popular. E essa fragilidade do governo fica escancarada nas pesquisas que apontam um alto índice de rejeição da atual gestão.

“É um governo fraco porque não tem consistência e não está à altura do desafio histórico do momento que o País enfrenta. É por isso que eu estou convencido de que só uma nova eleição, uma eleição direta, só um novo presidente, com legitimidade popular, poderá enfrentar essa crise gigantesca”, enfatizou.

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