Exportações brasileiras para o Mercosul cresceram

O ministro Fernando Pimentel descartou qualquer prejuízo brasileiro com a Aliança do Pacífico.

:: Da redação4 de julho de 2013 20:48

Exportações brasileiras para o Mercosul cresceram

:: Da redação4 de julho de 2013

 

Segundo o ministro, as vendas são compostas
por 80% de manufaturados, o que torna o
Mercosul um nicho importante

Em pouco mais de duas décadas de existência do Mercosul, as exportações brasileiras para os países integrantes do bloco cresceram 17 vezes (de US$ 1,3 bilhões para US$ 27,8 bilhões), acréscimo que supera em muito o aumento do volume de exportações brasileiras para outros países. “Além disso, é preciso destacar a qualidade dessas exportações, compostas por 80% de manufaturados, o que torna o Mercosul um nicho importante para a nossa indústria”, afirma o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, que, na manhã desta quinta-feira (4) participou de uma audiência pública da Comissão de Relações Exteriores (CRE) para debater a as relações comerciais Brasil-Argentina, o Mercosul e a recém formalizada Aliança do Pacífico.

Pimentel reafirmou o que já havia sido informado pelo chanceler Antonio Patriota, em recente audiência pública da CRE, que descartou quaisquer prejuízos ao Brasil em decorrência da formalização da Aliança do Pacífico entre Chile, o México, a Colômbia e o Peru. “Já temos acordos de livre comércio com todos esses países, exceto o México, com quem já firmamos um excelente acordo automotivo e com quem temos negociado um acordo comercial”, afirmou o ministro.

A convocação da audiência pública foi requerida pelos senadores Pedro Simon (PMDB-RS) e Aloysio Nunes (PSDB-SP), que não compareceram para ouvir o ministro.

Pimentel considera que o Mercosul e a integração política com os países do continente, materializada na construção da Unasul, são dois casos de sucesso. “A integração e a aliança estratégica são importantes para fortalecer o Brasil, que tem uma papel essencial nessas articulações, sem pretender ser hegemônico”.

Sobre a recente suspensão do Paraguai, em decorrência da deposição de um presidente legitimamente eleito — os regimentos do Mercosul e da Unasul têm as chamadas “cláusulas democráticas”, que vedam a participação de países sob ditaduras onde tenha havido a ruptura da ordem constitucional — o ministro afirmou que a sanção política imposta ao país vizinho tenha prejudicado o bloco e a economia brasileira. Ele lembrou que não houve sanções econômicas ao Paraguai e o comércio do Brasil com esse país cresceu 20% no primeiro semestre deste ano.

“Não houve sanção econômica. A decisão foi sábia, pois não se tratava de punir o povo paraguaio. Já há um governo eleito democraticamente e interessa a todos que o Paraguai volte a ser membro pleno bloco e não haverá dificuldade nisso”, avaliou Pimentel.

Cyntia Campos

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