Ângela: Golpistas iniciam privatização da Companhia Energética de Roraima

:: Da redação17 de agosto de 2016 19:17

Ângela: Golpistas iniciam privatização da Companhia Energética de Roraima

:: Da redação17 de agosto de 2016

Ângela: “A segurança energética dos estados brasileiros é de responsabilidade do governo federal”A senadora Ângela Portela (PT-RR) denunciou, nesta quarta-feira (17), que o governo provisório de Michel Temer iniciou, no começo do mês de agosto, o processo de privatização da Companhia Energética de Roraima (CER). Para ela, seguramente, a população do estado pode se preparar para a vinda de um “significativo aumento das contas de energia”.

Segundo Ângela, o governo alegou que a renovação das concessões seria inviável economicamente devido à falta de adequação das distribuidoras às normas estabelecidas pela Aneel. Conforme a decisão, as empresas deverão ser privatizadas até dezembro de 2017. “Elas deixarão de ser concessionárias do serviço público”, explicou.

O problema energético de Roraima, segundo Ângela, é estrutural, devido ao isolamento do estado do sistema elétrico nacional. “Somos o único estado da Federação que não está interligado ao Sistema Elétrico Nacional. Para isso, precisamos da construção do linhão de Tucuruí”, enfatizou.

Desde 1969, a CER é responsável pela distribuição de energia aos 14 municípios do interior de Roraima. A decisão “precipitada” do governo provisório, segundo Ângela, gera apreensão nas famílias que vivem em todos os municípios do interior do estado.

“A segurança energética dos estados brasileiros é de responsabilidade do governo federal”, concluiu.

Entenda o que é o Linhão do Tucuruí
As obras do Linhão do Tucuruí estão paralisadas desde o impasse que envolve os povos indígenas da reserva Waimiri Atroari, que fica na divisa entre os estados do Amazonas e de Roraima. Segundo o entendimento da Justiça Federal, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) não consultou os indígenas que vivem em Waimiri e a obra poderia ser nociva às comunidades que ali vivem. A ação foi movida pelo Ministério Público Federal do Amazonas (MPF-AM) a pedido da Fundação Nacional do Índio (Funai). Com isso, o edital do Linhão de Tucuruí foi anulado. 

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