Economia em desaceleração

Economia fraca é culpa do governo Bolsonaro, aponta Rogério

Senador aponta que cenário econômico internacional não pode ser responsabilizado pelo fraco desempenho econômico do atual governo
:: Rafael Noronha9 de março de 2020 16:16

Economia fraca é culpa do governo Bolsonaro, aponta Rogério

:: Rafael Noronha9 de março de 2020

O governo Bolsonaro é o principal responsável pelo fraco desempenho econômico demonstrado no ano de 2019, apontou o senador Rogério Carvalho (SE), líder do PT no Senado, no plenário, nesta segunda-feira. Para o senador, a ausência de investimentos públicos somado às reformas neoliberais implementadas pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, tem mantido o Brasil na crise econômica.

O dia de hoje se iniciou com o dólar operando em forte alta, com a tendência amenizada apenas após o leilão do Banco Central (BC) que gastou US$ 3 bilhões das reservas internacionais do País num único leilão. Logo no início do pregão, o índice Ibovespa caiu 10% e provocou a interrupção das operações. Na parte da tarde, durante o pronunciamento, a Bolsa operava com queda acima de 11%. A cotação do Real frente ao dólar chegou ao recorde histórico de R$ 4,79.

“São, pelo menos, 12 altas consecutivas [do dólar], a maior desde 1999. O PIB [de 1,1%] se consolidou no ano de 2019, quando não havia coronavírus, nem a desvalorização do preço do petróleo. Isso deve indicar alguma vulnerabilidade maior do que simplesmente os argumentos de crise externa. Essa crise não pode explicar o fraco desempenho da nossa economia. Alguma coisa não está funcionando bem na nossa economia”, alertou o senador.

Rogério Carvalho ainda chamou a atenção para declarações do ministro Paulo Guedes sobre a política cambial do Banco Central que dão a sensação de que o valor do dólar é definido pelo governo e não pelo BC.

“Isso é contraditório com os projetos que tramitam no Congresso Nacional e buscam a autonomia do Banco Central com a aquiescência do ministro e do próprio governo. Será que estamos diante de uma interferência do governo na autonomia do Banco Central? ”, questionou.

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