Desemprego industrial

Governo entreguista afunda indústria naval brasileira

Segundo o Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), o setor naval já demitiu quase 50 mil trabalhadores em dois anos
:: Fernando Rosa3 de março de 2017 12:52

Governo entreguista afunda indústria naval brasileira

:: Fernando Rosa3 de março de 2017

“Me parece que o projeto do governo é terminar com indústria naval brasileira e passar a fazer plataformas fora do País”, denuncia o vice-presidente da Federação dos Metalúrgicos do Rio Grande do Sul, ligada à CUT, Enio Santos, comentando o desemprego no setor.  Segundo o Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), o setor naval já demitiu quase 50 mil trabalhadores em dois anos. Esse número catastrófico é mais da metade das 82,5 mil existentes em 2014, antes que o governo golpista investisse contra a indústria nacional.

Em outro estudo, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta que de um total de 71.554 postos de trabalho diretos restaram 40.232 em 2016. Com base nos registos do Ministério do Trabalho e Emprego, a pesquisa analisou estaleiros alocados em 15 municípios espalhados em nove estados. Segundo o estudo, o Rio de Janeiro é quem mais perdeu empregos, com retração de 7.470 postos nas cidades de Angra dos Reis, Itaguaí, Niterói e na capital Rio de Janeiro. O Rio Grande do Sul foi o segundo estado mais atingido do Brasil, com o fechamento de 4.627 vagas em Rio Grande e São José do Norte.

Veja o estudo do Dieese.

Interrompidos em sua política lesa-Pátria, os mesmos interesses tentam novamente implementar a política neoliberal do governo FHC.  Para impedir um novo desastre, o setor realiza no próximo dia 13 de março, em Rio Grande, no RS, uma audiência pública para discutir o futuro da indústria naval brasileira, segundo informa o prefeito da cidade, Alexandre Lindenmeyr, no vídeo abaixo.  Recuperado durante os governos Lula e Dilma, o setor atingiu seu nível máximo de crescimento das últimas décadas, superando os anos oitenta, em que o Brasil tornou-se o segundo maior produtor de navios do mundo.

SOBRE A INDÚSTRIA NAVALNós queremos que as 147 mil toneladas de aço que estão paradas aí dentro, toda essa indústria, esse equipamento e maquinário possam oportunizar geração de emprego e renda para o nosso povo. Metade da plataforma P-71 está virando sucata!Estivemos junto ao governador do estado, junto ao governo federal, do Ministro de Minas e Energia e do Ministro do Trabalho cobrando da Petrobras uma posição clara quanto a isso e, até agora, o que temos é silêncio. Nós queremos a retomada deste contrato para que possamos ver a geração de 2.800 postos de trabalho de forma imediata. Para isso, nós precisamos da mobilização da nossa comunidade, das entidades e da defesa de todos os municípios da região, pois essa pauta não é só de Rio Grande. Por isso, te convido a estar conosco na audiência pública que será realizada no próximo dia 13, às 14h, no Cidec-Sul da Furg. Tua presença é muito importante nesta luta coletiva pela manutenção dos investimentos na indústria naval e, sobretudo, do emprego e renda da nossa gente.

Publicado por Alexandre Lindenmeyer em Domingo, 5 de março de 2017

 

Reprodução autorizada mediante citação do site PT no Senado

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