Soberania

Governo Lula e bancada petista atentos à revolução da Inteligência Artificial

Brasil lidera entre países que mais usam Inteligência Artificial. Redata, lançado pelo governo Lula, articula desenvolvimento tecnológico, com sustentabilidade e proteção social

Alessandro Dantas

Governo Lula e bancada petista atentos à revolução da Inteligência Artificial

Rogério defende proteção à soberania nacional em minerais críticos

Pesquisa global realizada pelo instituto Ipsos em parceria com o Google apontou que 54% dos brasileiros relataram já ter utilizado ferramentas de Inteligência Artificial (IA). O índice coloca o Brasil bem acima da média global e reflete uma população confiante no impacto positivo da tecnologia para o trabalho, a educação e o cotidiano.

O interesse da sociedade na nova fronteira tecnológica é um dos fatores a impulsionar o governo Lula na construção de bases regulatórias e de infraestrutura para que a revolução digital gere empregos de qualidade e desenvolvimento soberano no país.

Para processar a quantidade massiva de dados exigida pelas ferramentas de IA, o Brasil precisa de infraestrutura robusta. É exatamente esse o foco da aprovação do Redata (Regime Especial de Incentivos Fiscais para Infraestrutura de Dados e Inteligência Artificial).

Garantido com o apoio decisivo da Bancada do PT e sancionado pelo presidente Lula, o Redata desonera investimentos na instalação de data centers de alto desempenho em solo nacional. A medida atrai bilhões em investimentos privados, impulsiona a computação em nuvem e garante que a capacidade de processamento de IA fique estruturada no Brasil, sob regras de sustentabilidade e eficiência energética e hídrica.

Em contrapartida, os empreendimentos deverão investir ao menos 2% do benefício tributário em inovação tecnológica, alocando parcela obrigatória dessas verbas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, além de operarem sob rígidos critérios de eficiência energética e fontes renováveis.

A expansão da inteligência artificial, dos robôs e dos data centers depende diretamente de componentes de alta tecnologia — que, por sua vez, demandam matérias-primas estratégicas como lítio, cobalto, níquel e terras raras.

“O Brasil não pode repetir um modelo histórico baseado apenas na exportação de matéria-prima bruta com baixo valor agregado. O Redata e a política de minerais críticos garantem que a inovação tecnológica venha acompanhada de soberania, empregos qualificados e desenvolvimento nacional”, disse a líder do Governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE).

Com a recém-sancionada Política Nacional de Minerais Críticos e Terras Raras, o governo Lula cuida para que o Brasil deixe de ser um mero exportador de minério bruto para se transformar em um polo industrial de tecnologia de ponta. A legislação estimula o mapeamento do subsolo, a pesquisa e o beneficiamento local desses minérios vitais para a transição energética e para a cadeia global da Inteligência Artificial.

Autor de projeto sobre o tema, o senador Rogério Carvalho (PT-SE) disse que o beneficiamento local dos minerais críticos e das terras raras é o coração da nossa soberania industrial e tecnológica do país.

“O Brasil é um grande produtor de minério e tem riqueza no subsolo, mas precisa gerar riqueza e emprego dentro do nosso território. Não podemos continuar exportando a matéria-prima bruta para depois importar a tecnologia pronta”, argumentou.

Para o senador Paulo Paim (PT-RS), tanto o trabalho da bancada petista quanto o do governo do presidente Lula demonstram atenção à importância do tema que terá cada vez mais relevância no dia a dia da população, inclusive no mundo do trabalho.

“A inteligência artificial, a automação e a robótica já são uma realidade no cotidiano do povo brasileiro. As novas tecnologias precisam servir para melhorar a qualidade de vida do trabalhador, impulsionar o desenvolvimento social e gerar novas oportunidades, e não para promover exclusão ou precarização”, disse.

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