Guedes merecia Nobel por ideia de taxar desempregados, diz Humberto

De acordo com o senador, as medidas adotadas pela gestão Bolsonaro geram mais desigualdades sociais e aumentam a extrema pobreza
:: Assessoria do senador Humberto Costa3 de dezembro de 2019 10:31

Guedes merecia Nobel por ideia de taxar desempregados, diz Humberto

:: Assessoria do senador Humberto Costa3 de dezembro de 2019

Depois de taxar o seguro-desemprego com a justificativa de que vai criar novos empregos, falar em AI-5 para conter eventuais manifestações contra o governo e fazer o dólar disparar e bater recorde, o ministro da Economia, Paulo Guedes, deveria, na avaliação do líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), ganhar um Prêmio Nobel na área em que atua.

“Guedes é uma sumidade. Vou lançá-lo ao Prêmio Nobel de Economia, especialmente por ter descoberto uma fórmula mágica para acabar com o desemprego: taxar o seguro-desemprego. Como não pensamos nisso antes? Que criatividade! Quem está em dificuldade, desempregado, estimula novos empregos. É uma genialidade digna de ganhadores do prestigiado prêmio”, ironizou.

De acordo com o senador, as medidas adotadas pela gestão Bolsonaro, encabeçadas pelo economista formado em Chicago, geram mais desigualdades sociais no País e aumentam a extrema pobreza entre os brasileiros.

“Graças ao desastre do governo, os brasileiros estão comendo ovo de manhã, ovo de tarde e ovo de noite. É ovo, ovo, ovo, sem parar. As vendas estão batendo recorde e o preço da carne não para de crescer. Pernambuco é vítima dessas nefastas ações na produção de pobreza, desigualdade e desemprego, com mais de 1 milhão de pessoas vivendo com R$ 145 reais por mês, 11% da população do Estado”, lamentou.

Humberto criticou os cortes realizados no Bolsa Família, principalmente no momento em que o País vive uma crise social alarmante e não gera empregos e renda para a população. Ele lembrou que a larga maioria dos pobres, cerca de 75%, são negros.

“O quadro é desolador. O governo fez o maior desligamento de beneficiários do programa dos últimos anos. Cerca de 1 milhão de pessoas foram excluídas nos últimos meses. E não há previsão de aumento do programa para 2020. Pelo contrário: o orçamento para o ano que vem será muito menor do que para este ano”, observou.

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