IBGE: Emprego na indústria fica estável e ganhos dos trabalhadores crescem

:: Da redação14 de janeiro de 2014 15:19

IBGE: Emprego na indústria fica estável e ganhos dos trabalhadores crescem

:: Da redação14 de janeiro de 2014

Salários aumentaram 2,6% em novembro

Desmentindo a crise econômica vendida pela grande mídia, pesquisa divulgada nesta terça-feira (14) mostra que o emprego na indústria brasileira tem se mantido estável: houve uma variação de 0,0% em novembro de 2013, em comparação com o mês anterior. Além disso, os valores pagos aos trabalhadores cresceram consideravelmente: 2,6%. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal de Empregos e Salários (Pimes), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (14).

Em outubro de 2013, havia sido observado aumento de 0,1%, o primeiro crescimento depois de cinco meses em queda no percentual de empregados. Enquanto o crescimento de 2,6% da folha de pagamento, em novembro eliminou o recuo de 0,8% observado em outubro último. Números que podem ser comemorados por sinalizarem uma real estabilidade econômica.

Em novembro verifica-se clara influência da expansão de 2,1% registrada pela indústria de transformação, já que o setor extrativo apontou recuo de 1,4%. Os índices trimestrais da indústria encerrados em outubro e novembro apresentaram crescimento de 1,1%, interrompendo a trajetória de queda iniciada em julho último.

No acumulado dos 11 meses de 2013, o valor da folha de pagamento avançou 1,7%, com taxas positivas em dez dos 14 locais pesquisados. A maior contribuição positiva sobre o total da indústria foi registrada por São Paulo (1,5%), Rio de Janeiro (3,1%), Rio Grande do Sul (2,9%), Santa Catarina (2,9%), Minas Gerais (1,5%) e Paraná (1,7%). Em sentido contrário, os impactos negativos foram assinalados por Pernambuco (-3,6%), Bahia (-1,4%) e Espírito Santo (-0,4%).

Setorialmente, o valor da folha de pagamento avançou em 11 das 18 atividades pesquisadas, impulsionado, principalmente, pelos ganhos vindos de alimentos e bebidas (3,5%), produtos químicos (4,5%), indústrias extrativas (5,4%), borracha e plástico (4,3%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (2,8%), máquinas e equipamentos (1,1%) e meios de transporte (0,6%). Por outro lado, os setores de produtos têxteis (-1,4%), de produtos de metal (-0,7%) e de madeira (-2,7%) exerceram as influências negativas mais relevantes sobre o total nacional.

Comparação anual

Na comparação com novembro de 2012, houve queda de 1,7% no emprego industrial. Foram observadas reduções nos contingentes de pessoal ocupado em 14 dos 18 setores pesquisados, com destaque para as indústrias de produtos de metal (-6,8%), calçados e couro (-6,2%), máquinas e equipamentos (-3,8%) e máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-4,4%).

A redução foi observada em 12 dos 14 locais pesquisados, destacando-se entre eles São Paulo (-2,3%), Rio Grande do Sul (-2,4%), Bahia (-5,5%), Minas Gerais (-1,3%) e Pernambuco (-4,2%).

Confira a íntegra da pesquisa

Com IBGE

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