Bispo Nadal

“Lula espera que Moro mostre prova ou o liberte até o dia 15”

Após visita, bispo da Igreja Episcopal Anglicana comentou detalhes da conversa com o ex-presidente
:: Carlos Mota17 de julho de 2018 10:18

“Lula espera que Moro mostre prova ou o liberte até o dia 15”

:: Carlos Mota17 de julho de 2018

“Lula espera pacientemente que a justiça seja feita e que até o dia 15 de agosto o juiz Sérgio Moro apresente uma prova concreta de sua culpa, mas se não tiver prova concreta, que seja determinada sua soltura”. A afirmação é do bispo da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Nadal Gomes, que visitou o ex-presidente em Curitiba (PR), nessa segunda-feira (16).

A referência a 15 de agosto porque é neste dia o PT registrará a candidatura de Lula à presidência da República. O bispo Naudal contou que o ex-presidente reafirmou sua inocência. “Ele diz: eu sei quem sou eu e o que fiz. Se não apresentam provas, fazer justiça para mim é receber a liberdade. Ele espera que isso ocorra até o dia 15”, reforçou o bispo.

Naudal disse que Lula está informado e valoriza a mobilização democrática na Vigília.

“Ele está muito sensibilizado com a luta, com a perseverança dessas pessoas em sua defesa e reconhece que não é só por ele, mas por um projeto de país e de sociedade voltado para aqueles mais pobres e excluídos do sistema econômico e social, com os quais se preocupou tanto em seus governos”, disse.

Lula mandou avisar que agradece pela mobilização popular e espera retribuir em breve ao povo que o apoia. “Ele disse: quero ter braços para abraçar todas as pessoas que têm demonstrado tanto carinho e sido tão perseverantes nesses 100 dias de resistência em Curitiba”, contou o bispo.

Após conversar com os jornalistas que cobrem a Vigília, Naudal foi até a praça Olga Benário, centro da Vigília, onde informou os militantes sobre a conversa com o ex-presidente. Ele lembrou que os bispos da Igreja Episcopal Anglicana se manifestaram contra o impeachment de Dilma Rousseff e a condenação e prisão de Lula.

“Nos colocamos contra ações que atentam contra a Constituição e contra ritos judiciais que não levam em conta a necessidade de provas para emitir juízos e aprisionar pessoas”, afirmou.

 

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