Maior presença feminina depende de partidos, diz ministra

TSE lança, no Congresso campanha para incentivar participação feminina

:: Da redação19 de março de 2014 20:29

Maior presença feminina depende de partidos, diz ministra

:: Da redação19 de março de 2014

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Eleonora Menicucci: representação política
está aquém do protagonismo feminino
(Agência Câmara) 

No Brasil, as mulheres compõem a maior parcela da população. Também compõem a parcela com maior escolaridade. Os espaços ocupados por mulheres em postos de comando se ampliam e o País tem uma presidenta da República e oito ministras.

Ainda assim, entre 188 países, o Brasil aparece como o 156º no ranking de nações conforme a participação de mulheres na política. “Isso é algo que nos causa perplexidade, envergonha a todos”, disse o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Marco Aurélio Mello, durante o lançamento da campanha “Mulher na Política”, em sessão solene nesta quarta-feira (19) no Plenário do Senado.

A campanha conta com spots de rádio e televisão, foi transmitida em primeira mão na presença da quase totalidade da bancada feminina da Câmara, de senadoras, da ministra da Secretaria das Mulheres, Eleonora Menicucci, e das procuradoras da mulher na Câmara e no Senado. A iniciativa do TSE pretende incentivar a maior participação feminina nos espaços de decisão política

Representando o Governo Federal, a ministra elogiou a iniciativa. Em seu pronunciamento, Eleonora Menicucci enfatizou que a representação política da mulher brasileira não corresponde à proporção da sua atuação na sociedade. “Também não reflete esse protagonismo na luta pela democracia, na luta pela justiça social, na luta pela equidade de gênero e contra a discriminação racial, a discriminação sexista e todas as outras”, disse.

A ministra afirmou que deve vir dos partidos a sensibilidade e a compreensão da necessidade de se cumprir a legislação eleitoral. “Parabenizo todas as parlamentares que aqui estão por terem se candidatado. Ao se candidatarem, elas estão dizendo que a divisão do trabalho baseada no patriarcado será mudada”, apontou.

Pela legislação eleitoral, os partidos devem preencher o mínimo de 30% e o máximo de 70% para candidaturas de cada sexo. Há ainda determinação de repasse de no mínimo 5% dos recursos do fundo partidário para criação de programas de promoção e difusão da participação política das mulheres. A lei prevê também que pelo menos 10% do tempo de propaganda partidária gratuita seja destinado às mulheres.

Com informações das Agências Câmara e Senado

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