Mais Médicos: Ministério da Saúde foca nos municípios vulneráveis

:: Da redação2 de abril de 2014 13:02

Mais Médicos: Ministério da Saúde foca nos municípios vulneráveis

:: Da redação2 de abril de 2014

Quinto ciclo do programa prioriza 310 municípios em áreas de extrema pobreza e com déficit de profissionais

Programa conta com mais de 13 mil
profissionais, em 4 mil municípios,
e busca ampliar atendimento para
mais de 100% da meta inicial

O Ministério da Saúde publicou no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (1º) o edital de adesão para municípios que desejam participar do quinto ciclo do Programa Mais Médicos. Nesta fase, somente poderão requerer novos médicos as regiões de maior vulnerabilidade social, incluindo cidades que ainda não aderiram ao programa. As inscrições para os gestores ficam abertas até o dia 4 de abril e podem ser realizadas pelo Portal Saúde (www.saude.gov.br).

Para assegurar que esta nova etapa amplie o atendimento à população que mais precisa, o Ministério da Saúde pré-selecionou 310 cidades que poderão receber os novos médicos. Além de estarem em regiões de alta vulnerabilidade social, esses municípios apresentam equipes de Saúde da Família credenciadas e sem médicos, com base nos dados de dezembro de 2013 do Cadastro Nacional de Estabelecimento de Saúde (CNES); e nenhuma deles recebeu profissionais do Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab) até março de 2014.

“Essa etapa nos permitirá fazer uma ampliação para além de 100% da meta atingida, dando a oportunidade de olhar diretamente para onde estrategicamente o programa terá maior impacto por atender condições de altíssima vulnerabilidade”, explicou o ministro da Saúde, Arthur Chioro. Entre os critérios de vulnerabilidade utilizados para pré-selecionar os municípios estão ter 20% ou mais da população em situação de extrema pobreza; ter IDHM baixo ou muito baixo; contar com comunidades quilombolas ou assentamentos rurais; e as regiões dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e Ribeira; do Semiárido; as periferias de grandes cidades; e do G100.

Dos 310 municípios pré-selecionados, 126 já participam do Mais Médicos, mas pediram mais vagas em janeiro deste ano. Outras 184 cidades não aderiram ao programa nas etapas anteriores e atendem aos perfis prioritários. As prefeituras terão de aderir ao quinto ciclo do Programa, atualizando os pedidos por profissionais ou, no caso daquelas que ainda não participam da iniciativa, apontar sua demanda. “Vamos garantir que sua população não se veja prejudicada pela falta de médicos na Atenção Básica”, ressaltou Chioro.

No quinto ciclo, a maioria dos municípios que poderão receber profissionais está na região Nordeste (56%). O Sudeste conta com 16% municípios e o Norte, 14%. Sul e Centro-Oeste concentram 9% e 4% das cidades, respectivamente. Essa fase também abrirá nova oportunidade para médicos brasileiros e estrangeiros, que têm até o dia 3 de abril para concluir sua inscrição. Como definido desde o lançamento do Mais Médicos, os brasileiros terão prioridade no preenchimento dos postos apontados, seguidos dos médicos brasileiros formados no exterior e dos estrangeiros.

O início das atividades nos municípios dos médicos do quinto ciclo com registro no CRM no Brasil está previsto para 5 de maio e os formados no exterior para o início de junho, após aprovação no módulo de acolhimento e avaliação do Programa. Em abril, com o início das atividades dos médicos selecionados no quarto ciclo, serão 13.235 mil profissionais do Mais Médicos atuando nas unidades básicas de saúde de 4.040 municípios, ampliando o atendimento para mais de 46 milhões de brasileiros.

O secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Sales, destacou a relevância do Programa na expansão do atendimento na Atenção Básica. Segundo ele, os resultados positivos do Mais Médicos ficarão ainda mais evidentes com a consolidação do Programa. “O programa tem sido expressivo na melhoria da assistência à população. Temos convicção de que com o seu andamento, que atualmente conta com um número de médicos e municípios participantes muito maior, o impacto será ainda mais relevante”, afirmou o secretário.

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