Marcha da insensatez não pode atropelar conquista dos brasileiros, diz Viana

:: Da redação17 de maio de 2016 20:34

Marcha da insensatez não pode atropelar conquista dos brasileiros, diz Viana

:: Da redação17 de maio de 2016

Viana pede que Temer se ‘inspire’ em Itamar e restaure o Ministério da CulturaA extinção do Ministério da Cultura (MinC), que sob a gestão interina de Michel Temer foi ‘rebaixado’ a uma secretaria da pasta da Educação, tem gerado constantes protestos da classe artística e dos movimentos sociais. Nesta terça-feira (17), o senador Jorge Viana (PT-AC) fez coro em defesa do órgão, apelando ao vice de Dilma Rousseff que “inspire-se” em Itamar Franco e restaure o Minc. 

O Ministério da Cultura foi criado pelo ex-presidente José Sarney, em 1985, sendo extinto pelo presidente posterior (Fernando Collor) em 1990 e retomado dois anos depois pelo então presidente Itamar Franco. 

“Não é possível que esta marcha da insensatez atropele essa conquista do povo brasileiro”, disse Viana, em discurso ao plenário do Senado. 

“O Brasil já tem muito de que se envergonhar no passado, da escravidão à maneira como fomos colônia e começamos essa República. Mas estamos no século XXI. Se temos também uma história bonita no passado, não podemos deixar de produzir uma história triste, equivocada neste presente. Independente dos debates, dos enfrentamentos, faço esse apelo: traga de volta, para o bem do País, o Ministério da Cultura”, pediu o parlamentar. 

Ele propôs uma audiência pública no Senado para discutir o tema. A ideia é convidar artistas como os atores Wagner Moura e Letícia Sabatella para debater a importância da cultura no Brasil e a extinção do MinC. 

Críticas à equipe econômica de Temer 

Durante o discurso, Viana ainda criticou a equipe econômica do governo interino, nesta terça. “O Brasil paga meio trilhão de juros. Para quem? Para os banqueiros. Sabe quem faz o pagamento? Os banqueiros que tomaram posse hoje no Banco Central e que mobilizaram todo o aparato de televisão, de jornal, de rádio para cobrir os seus posicionamentos. São os que cuidam dos números, que não enxergam as pessoas, que não conhecem a vida do Brasil”, disse. 

O senador disse duvidar que os “bacanas” nomeados hoje tenham entrado algum dia em um bairro pobre das periferias brasileiras. “Duvido que conheçam as mazelas do nosso Nordeste e do meu Norte. Duvido! Não conhecem, nunca foram. É daqui para Wall Street; é daqui para Londres; é daqui para Davos, na Suíça!”, exclamou. 

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