Gleisi denuncia governo do Paraná por uso de força contra famílias vítimas de barragem

:: Da redação9 de setembro de 2016 19:32

Gleisi denuncia governo do Paraná por uso de força contra famílias vítimas de barragem

:: Da redação9 de setembro de 2016

Governador Beto Richa (PSDB): uso recorrente do porrete policial oara enfrentar problemas sociaisO governo do tucano Beto Richa no Paraná autorizou o uso da truculência policial da PM para resolver questões sociais. Deste vez, as vítimas são famílias de agricultores atingidos pela barragem do Baixo Iguaçu, em Capanema (PR), no sudoeste do estado. Desde a tarde desta quinta-feira (08), quando tropas da polícia militar enfrentaram resistência dos moradores para desocupar o canteiro de obras da usina hidrelétrica do Baixo Iguaçu, a situação está extremamente tensa na região. Ao ser informada da nova demonstração de uso desmedido da força policial paranaense contra aqueles que precisam justamente de proteção, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) tem se mobilizado para transmitir seu mais veemente repúdio contra o desacreditado e pessimamente avaliado governador do PSDB.

Cerca de 150 famílias ocupavam a entrada do canteiro de obras até serem desalojadas pela polícia, com o emprego de balas de borracha e gás lacrimogêneo. Pelo menos três pessoas ficaram feridas.
Os moradores encontravam-se acampados no local desde a segunda-feira (05), em protesto contra a lentidão do governo de Beto Richa em responder às demandas apresentadas, dentro de um processo e negociação pelo pagamento de indenizações que se arrasta com lentidão. A reclamação das famílias desalojadas pela hidrelétrica é mais do que justa: ao invés do valor irrisório oferecido por suas antigas propriedades, eles querem pagamento suficiente para a aquisição de outra área do mesmo padrão.

Cerca de 800 famílias dos municípios de Nova Prata do Iguaçu, Capitão Leônidas Marques, Capanema, Planalto e Realeza serão atingidas pela barragem construída pelo consórcio formado pela Neoenergia e pela Companhia Paranaense de Energia (Copel), pertencente ao estado. A Neoenergia, presente em doze estados brasileiros, é controlada pelo grupo espanhol Iberdrola, constituindo-se no maior grupo privado do setor elétrico em número de clientes, com cerca de 10,6 milhões de consumidores na Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

“Essas famílias já estão sofrendo com a saída das suas terras e merecem o mínimo de dignidade e respeito. Têm o direito de receber uma indenização justa e não podem ser tratadas com violência”, declarou a senadora Gleisi Hoffmann, nesta sexta-feira (09), informando que está em contato permanente com o Ministério de Minas e Energia para as devidas providências sejam tomadas, assim como com a Defensoria Pública para que envie representante ao local. A Comissão de Direitos Humanos do Senado também já foi avisada. “Não vamos permitir violência para com as famílias. Denunciaremos também internacionalmente”, garante a senadora.

 

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