Na comemoração dos dez anos do governo do PT, plateia grita: “Te amo Dilma”

:: Da redação21 de fevereiro de 2013 18:50

Na comemoração dos dez anos do governo do PT, plateia grita: “Te amo Dilma”

:: Da redação21 de fevereiro de 2013

 

“Foi com a força do nosso povo que fizemos
essa mudança”, disse Dilma

A presidenta Dilma Rousseff foi recebida com uma calorosa recepção na noite desta quarta-feira (21) na festa que marca os dez anos do PT no governo e 33 anos do Partido dos Trabalhadores. Dilma começou seu discurso ouvindo gritos “te amo Dilma” enquanto agradecia a presença de representantes de todos os partidos da base de sustentação.

Ao falar dos avanços que o Brasil teve nesses dez anos, de inclusão, redução da miséria extrema, da ascensão social, geração recorde de empregos, Dilma destacou a participação de cada brasileiro e brasileira nessas conquistas históricas. “Foi com a força do nosso povo que fizemos essa mudança”, disse ela, acrescentando “que essa década teve milhões de construtores, mas ela teve um líder: Luiz Inácio Lula da Silva. Temos a menor taxa de desemprego da história e 19 milhões de brasileiros conquistaram emprego com carteira assinada”, afirmou, sendo muito aplaudida.

A presidenta garantiu que seu governo continuará lutando para que não haja nenhum cidadão brasileiro na miséria e rebateu as críticas da imprensa de que, ao mudar a forma de identificar estatisticamente o número de pessoas abaixo da linha da pobreza, aumentou o número das pessoas desassistidas. “Tivemos a coragem, o cuidado, a capacidade e a humildade de corrigir, para mais, os números iniciais que tínhamos do contingente de pessoas extremamente pobres no País. Estamos sendo criticados porque atualizamos e corrigimos os números. Ser criticada por isso é, para mim, motivo de orgulho e alegria”, enfatizou.

Dilma questionou os críticos lembrando que as mesmas vozes que fazem estardalhaço hoje estavam caladas quando, dez anos atrás, havia quase 40 milhões de brasileiros na miséria, sem qualquer cobertura de programas social.  “Deram a merecida repercussão quando o Brasil retirou, nesta década, 36 milhões da extrema pobreza? Quando retiramos 22 milhões da miséria nos últimos dois anos ou, não chamara a fantástica iniciativa de Lula de criar o Bolsa Família de bolsa esmola? Veja a que ponto chegamos”, disse ela.

Sobre as críticas da oposição que foi contra a redução do valor da conta de luz e espalhou que o Brasil poderia passar por um racionamento – como o que ocorreu em 2001 e 2002 -, a presidenta foi clara: o simples fato de que algumas empresas estaduais não terem endossado a proposta em defesa dos usuários serviu de pretexto para semear dúvidas se o governo teria condições de manter a redução anunciada. O atraso no regime de chuvas e o acionamento das usinas térmicas ajudaram a criar um clima nocivo sobre os riscos de racionamentos imaginários. “Ou eles não conheciam a realidade brasileira ou não conheciam esse governo”, salientou, porque as críticas caíram no vazio assim que as chuvas começaram. “Tudo se dissipou tal qual surgiu, do nada”.

Dilma defendeu que os royalties do petróleo sejam direcionados para a educação e afirmou que um desafio a ser cumprido é uma bandeira história do PT: “temos ainda um desafio de promover uma ampla reforma política. Viva o PT. Viva os partidos aliados. Viva o povo brasileiro”, finalizou.

PT1012

“A resposta que nós vamos dar a eles (a oposição)
é a reeleição de Dilma, em 2014”, disse Lula

Dilma 2014
O presidente Lula, com seu reconhecido bom humor, começou seu discursos olhando para Dilma e dizendo que “a palavra é impossível é apenas para os fracos, para aqueles que não têm projeto”. Ele relembrou que, em seu discurso de posse, em janeiro de 2003, no Senado, fez questão de realçar aquela vitória histórica era a vitória da esperança sobre o medo.  “Eu firmei uma convicção que não poderia erra. Eles (oposição) não gostam de governos de esquerda e progressistas. Milhões para eles não é problema, mas milhares para os pobres gera inquietações”, disse Lula, sendo aplaudido.

O ex-presidente lembrou que lá atrás, antes de o governo chegar à presidência da República, havia quem dissesse que os trabalhadores não podiam tirar férias porque isso só serviria para eles beberem. Lula aproveitou para criticar a mídia: “quando eu falo da imprensa, eles dizem Lula ataca a imprensa. Quando eles falam mal de mim é só uma crítica”, comparou.

Sobre o discurso feito ontem no plenário do Senado, pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG), cuja ideia era apresentar 13 fracassos do PT nesses dez anos, onde entre as críticas estava o do risco de racionamento – Aécio foi contra a redução das tarifas de energia para a população -, Lula arrancou aplausos de todos ao dizer que “a resposta que nós vamos dar a eles é a reeleição de Dilma, em 2014. Tudo que eles pensaram em fazer, nós fizemos mais e melhor”.

Lula destacou que a comemoração é importante não apenas para o PT, mas para a história dos partidos populares e para a história do País. Ele observou que muitos preconceitos precisaram ser vencidos para chegar até aqui.

A comemoração dos dez anos do governo do PT e dos partidos aliados foi realizado pelo Partido dos Trabalhadores, que festejou seu 33º aniversário, pela Fundação Perseu Abramo e pelo Instituto Lula. Estiveram presentes os presidentes dos partidos que formam a base aliada: Valdir Raupp, presidente do PMDB; Roberto Amaral, presidente do PSB; Alfredo Nascimento, presidente do PR; Carlos Lupi, presidente do PDT; Gilberto Kassab, presidente do PSD; Renato Rabelo, presidente do PCdoB, Daniel Tourinho, presidente do PTC; Eduardo Lopes, presidente do PRB e Robson Amaral, presidente do PTN.

Com informações do Instituto Lula

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