Na mídia: jornalista analisa a “birra” de parte dos médicos brasileiros

No artigo “O extremismo dos doutores”, Paulo Moreira Leite fala da importância do programa e da demanda dos prefeitos por médicos.

:: Da redação10 de julho de 2013 15:31

Na mídia: jornalista analisa a “birra” de parte dos médicos brasileiros

:: Da redação10 de julho de 2013

No começo, a gritaria dos médicos foi contra a contratação de médicos estrangeiros. Contrariando as evidências – postos de saúde lotados, periferias desassistidas, pacientes enfrentando longas jornadas em estradas empoeiradas ou rios em busca de um “doutor” – médicos foram às ruas – das grandes cidades, para dizer que não faltam médicos no Brasil.

Podem não faltar nos grandes centros, onde esses doutores dão expediente nos hospitais lotados do Sistema Único de Saúde (SUS) e complementam a renda em consultórios particulares. Mas no interior distante, o atendimento muitas vezes cabe a auxiliares de enfermagem, agentes de saúde e parteiras.

Agora, nova choradeira: os jovens estudantes, principalmente os de famílias ricas, prometem fazer lobby maciço contra a proposta de que, além da formação tradicional, os universitários dediquem dois anos da sua formação para aprender a lidar com atenção básica e saúde pública.

Paulo Moreira Leite, diretor da sucursal Brasília da Revista IstoÉ, analisa com isenção a resistência dos médicos em aceitar que a população que mora em locais distantes também precisa de assistência médica.

Os prefeitos, que preparam uma marcha a Brasília, podem fazer a diferença na defesa e consolidação da proposta. Foram eles que pediram, ainda no início deste ano – muito antes das manifestações das ruas, portanto – a contratação de médicos estrangeiros para trabalhar em pequenos municípios, onde havia vagas abertas mas nenhum doutor brasileiro interessado.

Não é só. Um abaixo assinado de apoio à contratação de médicos recebeu o autógrafo de 2.500 prefeitos, que governam quase a metade das cidades brasileiras – e só não evoluiu para um número maior porque a Frente concluiu que já havia atingido um número suficiente para uma demonstração de força.

Veja a íntegra da coluna, publicada na edição desta semana da Revista

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