Na mídia: Josias de Souza diz que STF condenará mensalão tucano

Denúncia da procuradoria-geral da República diz que o esquema mineiro foi montado para abastecer o caixa dois da campanha de Eduardo Azeredo.

:: Da redação8 de outubro de 2012 17:07

Na mídia: Josias de Souza diz que STF condenará mensalão tucano

:: Da redação8 de outubro de 2012

O Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar o mensalão tucano, localizado em Minas Gerais, com o mesmo rigor adotado na Ação Penal 470, denominada também mensalão. Essa previsão está externada no blog do jornalista Josias de Souza, que chama a atenção para a similaridade entre os processos. Josias de Souza ressalta que a própria denúncia da procuradoria-geral da República demonstrou que o esquema mineiro foi montado para abastecer o caixa dois da campanha à reeleição de Eduardo Azeredo, do PSDB, ao governo de Minas, em 1998.

O fato foi recusado pelo então procurador Antonio Fernando de Souza que optou por fazer denúncia com base no Código Penal e não na Lei Eleitoral. Esta iniciativa levou o procurador Roberto Gurgel a fazer o mesmo em relação à ação envolvendo petistas.

Os dois casos estão nas mãos do ministro do STF Joaquim Barbosa. Só que, ao contrário da AP 470, ele concordou em desmembrar o mensalão tucano. Em 2009, optou por manter no STF apenas o pedaço do processo que tratava de Eduardo Azeredo, hoje deputado federal. Os demais envolvidos foram remetidos à primeira instância da Justiça Federal de Minas.

Ao contrário do que tenta esconder o PSDB, segundo Josias de Souza, “os ministros do Supremo realçam as semelhanças que ligam um processo ao outro”. “As coincidências impressionam. Os mesmos personagens – Marcos Valério e seus sócios— a mesma instituição financeira –Banco Rural— e os mesmos métodos – empréstimos fictícios urdidos para dar aparência legal a verbas desviadas de cofres públicos”.

O jornalista apurou que, de acordo com a procuradoria, “os empréstimos serviram para dar aparência legal a verbas carreadas clandestinamente para o caixa da campanha de Azeredo – uma parte desviada de cofres do governo de Minas, outra repassada por baixo da mesa por empresas privadas que mantinham negócios com o Estado”. A denúncia contra o tucano cita “dois empréstimos – um de R$ 2,3 milhões e outro de R$ 9 milhões, em valores de 1998. Pela conta do Ministério Público, o esquema mineiro lavou pelo menos R$ 3,5 milhões em verbas públicas. Saíram de três cofres: a companhia de saneamento Copasa, a estatal mineradora Comig e o Bemge, antigo banco do estado”, afirma Josias.

“Barbosa lembrou que Valério chegava a participar de reuniões do comitê de Azeredo mesmo não sendo o publicitário da campanha tucana. Quem assinou a propaganda de Azeredo foi Duda Mendonça. A investigação demonstrou que Azeredo conversava amiúde com Valério. Trocaram sete dezenas de telefonemas”, acrescentou o jornalista. Segundo ele, em privado, ministros do Supremo realçam as semelhanças que ligam os processos. Insinuam que as punições serão igualmente draconianas”.

Para ler a íntegra da coluna de Josias de Souza, clique STF deve condenar réus do mensalão do PSDB 

 

 

 

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