Paim destaca papel dos governos Lula e Dilma no sucesso das Olimpíadas

:: Cyntia Campos22 de agosto de 2016 21:37

Paim destaca papel dos governos Lula e Dilma no sucesso das Olimpíadas

:: Cyntia Campos22 de agosto de 2016

Paim: “A organização do evento foi liderada, queiram ou não queiram, por Lula e por Dilma. Inclusive a preparação dos atletas, com parcerias das áreas privadas, com os militares, com as escolas”Os governos petistas, liderados por Lula e Dilma, asseguraram ao Brasil dois grandes eventos, a Copa do Mundo e as Olimpíadas, dois sucessos tão inquestionáveis que até os “profetas do apocalipse” tiveram que reconhecer, registrou o senador Paulo Paim (PT-RS) em um balanço dos Jogos Olímpicos Rio 2016 apresentado ao plenário, nesta segunda-feira (22).

O senador destacou a beleza, a articulação e a alegria das Olimpíadas, encerradas no último domingo, com o melhor resultado já alcançado pelo Brasil (sete medalhas de ouro, seis pratas e seis bronzes, 13º lugar na classificação geral) e elogios de visitantes estrangeiros e da imprensa internacional. “ O mundo todo bateu palmas para o Brasil, para o espetáculo na organização”.

Os resultados obtidos pelo Brasil nas competições, ressaltou Paim, não são pouca coisa. “Temos que bater palmas para a organização, preparação, porque o evento é antes, durante e depois dos nossos jovens atletas, homens e mulheres”.

 “A organização do evento foi liderada, queiram ou não queiram, por Lula e por Dilma. Inclusive a preparação dos atletas, com parcerias das áreas privadas, com os militares, com as escolas”, afirmou o senador. Ele lembrou a aposta do ex-presidente Lula no dia em que o Rio de Janeiro foi escolhido para sediar as Olimpíadas: “Os Jogos Olímpicos no Rio serão inesquecíveis, pois estarão cheios da magia e da paixão do povo brasileiro.”, garantia o ex-presidente. “E foi isso o que aconteceu”, avalia o senador.

Depois de todas as críticas, tanto internas quanto de outros setores que não acreditavam no Brasil, os jogos foram encerrados com mais uma bela festa, abafando as vozes que torciam pelos problemas. “Falavam em zika vírus, violência, transporte precário… Deu tudo errado para eles e deu tudo certo para nós”, resumiu Paim.

As Olimpíadas do Rio foram palco de momentos inesquecíveis para o esporte mundial, como a derradeira exibição do nadador americano Michael Phelps, que fechou o seu ciclo vitorioso nas piscinas com cinco medalhas de ouro e uma de prata. Ou a consagração do jamaicano Usain Bolt, que se tornou tricampeão olímpico em três provas do atletismo. “E conhecemos de perto o novo fenômeno do esporte: ali esteve a ginasta americana Simone Biles”, recordou Paim.

O País também pode descobrir novos heróis, como Isaquias Queiroz, da canoagem de velocidade, que não satisfeito em conquistar a primeira medalha olímpica nesse esporte para o Brasil ganhou logo duas pratas e um bronze, consagrando-se como o maior medalhista brasileiro em uma única edição dos jogos. Ou o jovem Tiago Braz, que surpreendeu na prova do salto com vara, sagrando-se campeão e quebrando o recorde olímpico.

Nada disso caiu do céu, ressaltou o senador. “É preciso reconhecer: os resultados vieram graças aos investimentos feitos nos governos Lula e Dilma para o esporte. Foram 2,5 bilhões injetados na preparação dos atletas, o maior investimento na história do esporte olímpico brasileiro, começando pelo Bolsa Atleta, o maior programa de patrocínio esportivo do mundo, permitindo a cerca de 17 mil atletas dedicarem-se ao treinamento de alto nível. E o Bolsa Pódio, que beneficiou os atletas entre os 20 melhores de suas modalidades”.

Homenagem
O senador concluiu seu pronunciamento saudando a cada um dos medalhistas brasileiros: “Vida longa a vocês!” , desejou, citando Rafaela Silva (ouro no judô), Felipe Wu (prata no tiro esportivo), Diego Hypolito e Arthur Nory (prata e bronze no solo da ginástica artística), Arthur Zanetti (prata nas argolas), Poliana Okimoto (bronze na maratona aquática), Mayara Aguiar e Rafael Silva (bronze no judô), Tiago Braz (ouro no salto com vara), Robson Conceição (ouro no boxe), Isaquias Queiroz (duas medalhas de prata e uma de bronze na canoagem), Martine Grael e Kahena Kunze (ouro na vela), Bruno Oscar Schmidt e Alison Cerutti (ouro no vôlei de praia), Ágatha Bednarczuk e Bárbara Seixas (prata no vôlei de praia), Maicon Siqueira (bronze no taekwondo) e as seleções brasileiras masculinas de vôlei (tricampeã olímpica) e de futebol, que conquistou um ouro inédito.

“Eu achei que ia dessa para a outra sem ter festejado a alegria, a emoção, a magia de campeão de futebol numa Olimpíada. Esse presente, vocês, meninos, deram para o povo brasileiro”, afirmou Paim, referindo-se aos medalhistas de ouro no futebol. Ele elogiou também a seleção feminina da modalidade, que ficou em quarto lugar no torneio. “Aqui eu reforço o pedido de Marta: não abandoem o futebol feminino. Essas meninas têm muito, muito a oferecer ao nosso País”.

Paim destacou ainda o legado dos jogos, especialmente na infraestrutura, que beneficiará não apenas o Rio de Janeiro. Ele citou o conjunto de obras de mobilidade realizados na capital carioca, como VLT, novas estações de metrô e o BRT Transolímpico, os complexos esportivos. “O esporte é saúde, lazer, formação, disciplina. O esporte é saber olhar além do horizonte e perseguir a vitória. Por isso, muito bem Brasil por ter investido no esporte e nessa magia que foram os Jogos Olímpicos.

Ele lamentou que um País que ama a democracia, como o Brasil, veja essa democracia ser tão fortemente atacada por uma maioria eventual que move o processo de impeachment contra a presidenta Dilma. “Quem merecia ter feito a abertura e o encerramento das Olimpíadas era Dilma Rousseff. E quem assumiu no lugar dela não teve coragem em nenhum dos momentos. No primeiro, não anunciaram nem o nome. Viu-se uma voz, que se viu estranha, falando por 30 segundos. No encerramento, não se fez presente. Saudades, saudades de você, Dilma”.

 Cyntia Campos