Paulo Paim pede a Alemanha libertação de ativista ambiental

Cofundador do grupo internacional Greenpeace, o militante atua pela preservação de espécies marinhas.

:: Da redação18 de maio de 2012 20:41

Paulo Paim pede a Alemanha libertação de ativista ambiental

:: Da redação18 de maio de 2012

O senador Paulo Paim (PT-RS) fez um apelo ao Ministério da Justiça da Alemanha pela libertação do capitão canadense Paul Watson, líder da ONG Pastores do Mar. Em  pronunciamento nesta sexta-feira (18/05), o parlamentar informou que Watson foi preso no último dia 14, em Frankfurt (Alemanha), a pedido da Costa Rica. O mandado de prisão, segundo documento enviado por entidades ambientalistas brasileiras, e lido pelo senador, refere-se a processo arquivado em que Watson foi acusado de jogar sua embarcação contra um navio pesqueiro em águas costa-riquenhas. O documento acrescenta, contudo, que a operação foi autorizada pela Guatemala e realizada em águas daquele país para impedir crime ambiental.

Paim destacou o posicionamento da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) que, em nota, classificou a prisão de Watson como “abusiva e ilegal”. O ativista é cofundador do grupo internacional Greenpeace e um militante pela preservação de espécies marinhas, muitas delas em perigo de extinção.

Entidades ambientalistas do mundo inteiro, observou Paim, desconfiam dessa prisão, pois o processo foi reaberto logo depois que o Instituto de Pesquisa de Cetáceos iniciou nos Estados Unidos processo contra a Sociedade Pastores do Mar. Segundo o documento, a Costa Rica pode estar sofrendo pressão e servindo de instrumento para defender interesses de outros países.

O texto observa que Japão, Noruega, Rússia, Coreia do Sul e China – países com forte indústria pesqueira e acusados de praticar pesca ilegal e caça a baleias e golfinhos – comemoram a prisão de Paul Watson. “O fato de a Costa Rica pedir a prisão do Capitão Watson é, no mínimo, estranho, senão suspeito de armação para aprisionar a pessoa que planeja as ações que provocam os maiores prejuízos econômicos às empresas que obtém seus lucros praticando crimes contra a fauna marinha ao redor do mundo”, ressaltou Paim.

Na avaliação do senador, o Brasil não pode se omitir diante deste fato, uma vez que o litoral brasileiro é um dos mais ricos do mundo em diversidade marinha. Para Paim, ao se permitir a prisão e a extradição de Watson, abre-se precedente para que essa prática aconteça em águas brasileiras.

“As águas brasileiras despertam o interesse da indústria pesqueira mundial. Nada contra a pesca, de forma alguma. Porém, tudo contra a pesca ilegal e a destruição da biodiversidade marinha. Repito: não podemos calar, pois estas verdadeiras máfias já estão atuando em águas brasileiras, principalmente nas regiões Norte e Nordeste do Brasil”, disse Paim ao relatar que se tornaram frequentes apreensões nessas localidades de barbatanas de tubarão que seriam contrabandeadas para a Ásia.

Agência Senado

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