Pesquisa do IBGE aponta estabilidade do emprego e aumento da renda

:: Da redação23 de agosto de 2012 17:29

Pesquisa do IBGE aponta estabilidade do emprego e aumento da renda

:: Da redação23 de agosto de 2012

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira (23/08) a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) em relação ao mês de julho realizada nas regiões metropolitanas de Recife (PE), Belo Horizonte (MG), São Paulo (SP) e Porto Alegre (RS). A pesquisa apontou estabilidade na taxa de ocupação em três das quatro regiões, já que em São Paulo o índice caiu de 6,5% em junho para 5,7% em julho, indicando que as contratações foram retomadas graças às medidas do governo para reaquecer a economia. Os indicadores das regiões metropolitanas do Rio de Janeiro e de Salvador, segundo o IBGE, serão divulgadas oportunamente.

A Pesquisa Mensal de Emprego tem por finalidade mostrar o comportamento da força do trabalho, permitindo analisar os efeitos imediatos e sinalizar a tendência para o médio e longo prazo diante da conjuntura econômica.

Em julho, por exemplo, a taxa de desocupação ficou praticamente estável na comparação com o mês de junho – 6,5% no Recife; 4,4% em Belo Horizonte e 3,8%  em Porto Alegre.  Em Belo Horizonte, a população ocupada na indústria caiu 9,2% quando comparada com julho do ano passado e de 10,7% na atividade de serviços domésticos.

Em São Paulo, entre julho deste ano e julho de 2011, o emprego com carteira assinada no setor privado cresceu 3,5% e houve crescimento, também, de 13,9%, no contingente de trabalhadores militares ou funcionários públicos estatutários. Recife e Porto Alegre, de acordo com o IBGE, não apresentaram variações.

Quanto ao rendimento médio real, embora na comparação entre junho e junho deste ano tenha sido notada uma queda de 3,5% em Recife, 1,8% em Belo Horizonte e 1,1% em São Paulo, no período de maio de 2011 a julho de 2012 o rendimento médio real da população ocupada cresceu nas quatro regiões metropolitanas. Em Recife, a alta foi de 9,23%; em Belo Horizonte,  10,55%; em São Paulo, 4,8% e em Porto Alegre, 5,09%.

Marcello Antunes

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