Mobilização popular

Povo não pode “baixar a guarda” com a reforma da Previdência

Paim: “Estamos no caminho certo exigindo que está reforma da Previdência vá para a lata do lixo”
:: Rafael Noronha20 de fevereiro de 2018 16:36

Povo não pode “baixar a guarda” com a reforma da Previdência

:: Rafael Noronha20 de fevereiro de 2018

“Não podemos baixar a guarda e esperar o próximo presidente. Precisamos aproveitar e colocar em prática tudo que aprendemos nesse ano de luta contra a reforma”. Essa é a avaliação do presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Anfip), Floriano Martins durante audiência pública da Comissão de Direitos Humanos (CDH), realizada nesta terça-feira (20), acerca da necessidade de a população se manter vigilante acerca dos movimentos do governo no sentido de tentar retomar a pauta da reforma da Previdência (PEC 287/2016).

O representante da Anfip ainda destacou a importância do trabalho realizado pela CPI da Previdência que conclui não existir problema de arrecadação no sistema previdenciário e, sim, problemas de gestão e desvios de recursos.

“Todos entenderam que estamos no caminho certo exigindo que está reforma da Previdência vá para o lugar que ela merece: a lata do lixo”, destacou o senador Paulo Paim (PT-RS), que presidiu a CPI da Previdência.

Foto: Alessandro Dantas

O senador José Pimentel, outro membro do colegiado, e ex-ministro da Previdência rebateu o principal argumento do governo em defesa da Previdência e garantiu que o sistema foi superavitário de 1989 até o ano de 2015, antes do golpe contra a presidenta Dilma.

Pimentel também lembrou que a “malvadeza” do atual governo com a Previdência estava explícita desde o momento que levaram a estrutura do antigo ministério para dentro da pasta da Fazenda, coordenada por Henrique Meirelles.

“Um cidadão extremamente competente. Mas essa competência vai contra os interesses dos trabalhadores. De 2012 até maio de 2016 era presidente da holding JBS. Essa mesma empresa, comprovou a CPI, é a maior devedora individual da Previdência com mais de R$ 2 bilhões em dívidas. Dá para se ter uma ideia, com essa engenharia, do que se construía nesse processo. Uma reforma ampla, injusta e que prejudica os mais pobres. Não é extinguindo o ministério da Previdência que resolveremos a questão da sustentabilidade, gestão, governança e transparência da Previdência Social”, destacou.

Já a senadora Fátima Bezerra (PT-RN) parabenizou os trabalhadores pela luta contra a PEC 287 que, segundo ela, atacava um dos direitos mais sagrados dos cidadãos brasileiros: o direito à aposentadoria.

“A proposta de reforma da Previdência que o governo tentava enfiar goela abaixo significava um dos maiores ataques à cidadania pelo seu conteúdo. Era uma reforma que apenas prejudicava os trabalhadores e trabalhadoras mais pobres do País”, apontou.

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