ARTIGO

Jaques Wagner: Reencontro com a democracia

Em poucas semanas, começará a campanha municipal, que vai eleger 5570 prefeitos e prefeitas e milhares de vereadores e vereadoras em todo o país. Uma nova oportunidade de corrigirmos erros e reafirmarmos a necessidade de uma democracia forte e transparente.
:: Senador Jaques Wagner2 de setembro de 2020 12:23

Jaques Wagner: Reencontro com a democracia

:: Senador Jaques Wagner2 de setembro de 2020

Esta semana marcou os quatro anos de um grave abalo democrático sofrido pelo Brasil, que foi a consumação do injusto impedimento, sem causa, da presidenta Dilma Rousseff. O ato inicial de manobras jurídicas e políticas decisivas para essa atual situação de crise institucional e fragilidade democrática que vivemos. Os que não aceitaram o resultado de 2014 inventaram um crime e deram o golpe. Instalando um pensamento binário, como se a vida só tivesse duas cores. Ali, começamos a entender que a maior ameaça à democracia é o ódio, alimentado por mentiras e fakenews.

Para entender o cenário, recomendo o livro “Os Engenheiros do Caos”, do cientista político Giuliano Da Empoli, que relata esse novo modo de fazer política e como as redes sociais e a internet servem tanto para o bem como para o mal, com a disseminação de notícias falsas, ameaças e covardia.

Em poucas semanas, começará a campanha municipal, que vai eleger 5570 prefeitos e prefeitas e milhares de vereadores e vereadoras em todo o país. Uma nova oportunidade de corrigirmos erros e reafirmarmos a necessidade de uma democracia forte e transparente. Por conta da pandemia, teremos que nos modular e apresentar as ideias por redes, rádio e TV, trabalhando uma agenda propositiva que atenda aos reais anseios do povo brasileiro, com mais emprego, saúde, segurança e qualidade de vida.

Precisamos ir na contramão do atual governo, que não tem projeto para o Brasil por desconhecer os dramas e as potencialidades do país. Seu único projeto é o de destruir a rede de proteção social e os direitos dos trabalhadores da cidade e do campo. Voltamos ao Mapa da Fome, somos o segundo país com a maior concentração de renda, estamos entre as nações com maior taxa de desigualdade social e o desmatamento na Amazônia aumentou muito.

Resistiremos a tudo isso, sem perder o foco em propostas capazes de recolocar o Brasil nos trilhos. Devemos priorizar o debate de ideias, a renda básica, a sustentabilidade social e ambiental, a redução de desigualdade, o fortalecimento da agricultura familiar e a defesa das empresas públicas e das riquezas naturais.

Seguiremos trabalhando para reverter esse cenário desolador, para que o país reencontre o rumo do desenvolvimento, do crescimento e da prosperidade.

Artigo publicado no jornal O Povo

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