ENTREGUISMO

Reforma Administrativa de Guedes camufla tentativa de vender o País

Reportagem de O Globo aponta que Paulo Guedes tentou inserir dispositivo na reforma administrativa para facilitar a privatização de empresas estatais. Para Rogério Carvalho, dados mostram reais intenções do governo Bolsonaro. “Vender o Brasil a preço de banana para empresas do exterior”
:: Rafael Noronha6 de outubro de 2020 10:28

Reforma Administrativa de Guedes camufla tentativa de vender o País

:: Rafael Noronha6 de outubro de 2020

O senador Rogério Carvalho (SE), líder do PT no Senado, reagiu nesta terça-feira (06) à informação publicada pelo jornal O Globo de que o ministro da Economia, Paulo Guedes, tentou inserir dispositivo na reforma administrativa para facilitar a privatização de empresas estatais de todos os entes da Federação.

“As informações de que Paulo Guedes queria se utilizar da reforma administrativa para facilitar privatizações mostra o verdadeiro intuito do governo Bolsonaro. A reforma não pretende tornar mais eficiente e moderno o setor público. A intenção é dar andamento ao plano de Guedes vender o Brasil a preço de banana para empresas do exterior e prejudicar os servidores públicos”, criticou o senador Rogério Carvalho.

O texto original de Guedes, segundo O Globo, ainda tentava suspender o salário de servidores de carreira que concorressem a um cargo político durante as eleições, o que hoje não acontece, e ainda previa a exoneração dos ocupantes de cargos de confiança que registrassem suas candidaturas.

Além disso, Paulo Guedes também pretendia alterar o artigo 173 da Constituição Federal para, dentre outras coisas, estabelecer um prazo de três anos para a privatização das empresas estatais caso o chefe do Poder Executivo do ente Federativo não ratificasse “o interesse público na manutenção da empresa”.

“Ao invés de o presidente propor a venda de uma ou outra empresa, o governo ficava previamente autorizado a privatizar todas as empresas, a não ser que houvesse manifestação expressa pela necessidade de manter o controle da atividade estatal”, destaca trecho da reportagem.

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