Governo de minorias

Regina convoca mobilização em defesa dos direitos humanos

“Este encontro acontece num momento muito próprio, em que é preciso juntar forças, se encontrar, dar as mãos e passar energia um para o outro, porque está muito difícil”, disse a senadora Regina Sousa (PT-PI)
:: Assessoria da senadora Regina Sousa8 de novembro de 2017 18:12

Regina convoca mobilização em defesa dos direitos humanos

:: Assessoria da senadora Regina Sousa8 de novembro de 2017

“É preciso uma força-tarefa para enfrentar as pessoas que estão construindo um país para só para eles; um país que não nos cabe”,  convocou a senadora Regina Sousa (PT-PI) na abertura do Encontro Nacional de Direitos Humanos 2017, na manhã desta quarta-feira (08), em Brasília. “Este encontro acontece num momento muito próprio, em que é preciso juntar forças, se encontrar, dar as mãos e passar energia um para o outro, porque está muito difícil”, disse ela. Regina propõe ir além das audiências públicas nas Comissões de Direitos Humanos da Câmara e do Senado. Ou das diligências.

Em seu pronunciamento, a senadora Regina enumerou as últimas demonstrações de descaso e desrespeito a minorias e a quem “pode menos”. Entre elas, o posicionamento da presidenta do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, que disse não haver problemas em um estudante “esculhambar” os direitos humanos numa redação do Exame Nacional do Ensino Médio. Ou a portaria do presidente da República, que modifica frontalmente o conceito de trabalho escravo. E, ainda, a entrevista do presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Ives Gandra Martins Filho, que defende tratamentos desiguais para trabalhadores ricos e pobres.

Além desses “pontos isolados” de pensamento elitista, ainda há o orçamento, aponta a senadora. “Não tem pobre no orçamento”, disse ela. Há cortes em programas essenciais, como o Bolsa Família, a agricultura familiar e o programa de cisternas. “O orçamento é só dos ricos; não cabe o pobre no orçamento”, demonstrou.

Todos esses fatores parecem ter causado uma espécie de estado letárgico nas pessoas. “Todo mundo acha normal e ninguém se emociona mais ou se preocupa com episódios violentos, como matar uma mulher só porque ela é mulher ou um menino só porque ele é negro. Ou que o endereço de uma pessoa seja a rua”, listou.

Esse posicionamento retrógrado em relação ao que se acreditava serem direitos consolidados precisa ser revista, disse a parlamentar. Para isso, é necessário resistência. E união de forças. “A gente precisa se indignar e somar essas indignações”, disse.

O Encontro prossegue até esta quinta-feira (09), no auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados. Promovido pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado (presidida pela senadora Regina), Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados e Conselho Nacional dos Direitos Humanos, é um espaço de reflexão, troca de experiências e formulação de estratégias na área de direitos humanos, além da construção de uma agenda de lutas e políticas sociais na área.

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