Assistência Social

Senado aprova MP de criação do programa Gás do Povo

Iniciativa do governo Lula fornece botijão de gás gratuito para famílias de baixa renda

Alessandro Dantas

Senado aprova MP de criação do programa Gás do Povo

O plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (3/2) a Medida Provisória (MP 1313/2025), que muda o programa de ajuda para compra de gás pela população de baixa renda e institui a modalidade de retirada gratuita do botijão em revenda cadastrada. O texto segue para sanção presidencial.

Com a MP, o nome do programa atual, Gás dos Brasileiros, muda para Gás do Povo, e a modalidade de ajuda em dinheiro deve acabar em 2027. Se a família já recebe o auxílio na modalidade de gratuidade, não terá acesso à ajuda em dinheiro e vice-versa.

O texto cria uma nova modalidade no programa, destinada à instalação de sistemas de baixa emissão de carbono para cozinhar os alimentos ou mesmo biodigestores que gerem gás metano por decomposição de restos de alimentos.

Segundo o regulamento (Decreto 12.649/2025), a quantidade de botijões de 13 Kg de gás a serem retirados gratuitamente será de: quatro por ano, para famílias de duas a três pessoas; e seis ao ano, para aquelas com quatro ou mais pessoas, sem referência a famílias unipessoais.

Para poder acessar o benefício nessa modalidade, a família deverá ter inscrição atualizada no CadÚnico e receber, por pessoa, renda mensal menor ou igual a meio salário mínimo (R$ 759).

“O principal objetivo da medida é ampliar a cobertura do benefício, para que muito mais famílias possam ter acesso seguro e digno ao gás de cozinha. Estudos apontam que poderão ser beneficiadas entre 15 e 17 milhões de famílias em todo o Brasil. Que a gente pense no povo, com medidas permanentes e agregando ao CadÚnico mais um benefício para as famílias mais carentes”, explicou a senadora Teresa Leitão (PT-PE).

O senador Fabiano Contarato (PT-ES) complementou a informação dada pela colega e destacou que, ao todo, aproximadamente 50 milhões de brasileiros devem ser beneficiados com a medida.

O acesso ao gás de cozinha, apontou o senador Humberto Costa (PT-PE), ainda é um obstáculo real para milhões de famílias. “Quando uma família não consegue colocar comida quente à mesa, é sinal de que o Estado falhou”, disse.

Gás do Povo alivia o bolso das famílias e garante segurança alimentar

BPC

Quanto aos beneficiários da ajuda em dinheiro, o texto aprovado prevê que os critérios de acesso e prioridade dessa modalidade serão os mesmos da modalidade gratuita a partir de julho de 2026, ressalvadas as famílias que já recebiam o pagamento em setembro de 2025 (data de edição da MP).

Isso implica que, a partir de julho de 2026, não será possível o acesso à modalidade de pagamento para a família não inscrita no CadÚnico e que tenha membros residentes no mesmo domicílio contemplados com o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

As regras dessa modalidade preveem que, para essas famílias, o auxílio-gás é pago ao titular do BPC ou seu responsável legal.

O senador Rogério Carvalho (PT-SE) lembrou de proposta apresentada, de sua autoria, para concessão de Vale Gás durante o período da pandemia. Transformado em programa de governo na gestão anterior, agora o governo Lula triplica o número de famílias beneficiadas.

“Nós presenciamos, entre 2017 e 2020, as pessoas voltando a cozinhar com lenha, com restos de construção. Pura indignidade para quem mora nos centros urbanos. É mais um programa que ajuda as famílias a saírem da miséria. A miséria não é só a baixa renda. É a falta de acesso a determinados bens e serviços. Por isso temos o Bolsa Família e outros programas que o complementam para dar dignidade para as famílias”, afirmou.

O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) detalhou que para famílias que recebem rendimentos que não chegam a mil reais, um botijão representa 10% do orçamento familiar. “Nós estamos assegurando dignidade para essas famílias”, enfatizou.

Com informações da Agência Câmara

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