Retrospectiva

Senadores criticaram alinhamento automático do Brasil com Trump

Bancada do PT no Senado alertou para prejuízos que o Brasil teria com posição submissa de Bolsonaro a Donald Trump. Efeitos podem ser ainda mais prejudiciais com a troca da administração nos EUA
:: Da redação8 de dezembro de 2020 11:01

Senadores criticaram alinhamento automático do Brasil com Trump

:: Da redação8 de dezembro de 2020

Durante o ano de 2020, os senadores da bancada do PT fizeram diversos alertas sobre os riscos aos quais Jair Bolsonaro colocava o Brasil com sua política de alinhamento automático com a administração Donald Trump.

O alinhamento “acéfalo”, como classificou o líder do PT, senador Rogério Carvalho (SE), foi responsável por colocar o Brasil no meio de polêmicas que demonstraram o amadorismo do chanceler Ernesto Araújo e do secretário de assuntos internacionais da Presidência, além de enfraquecer a presença do Brasil nos fóruns internacionais.

“O Brasil está fora do radar de uma construção no mundo onde as relações multilaterais são cada vez mais importantes e fundamentais para a consolidação da nossa posição no mundo e na economia globalizada”, criticou Rogério Carvalho.

O governo Bolsonaro se notabilizou, até o momento, por destruir as pontes dos fóruns multilaterais como o Brics e negar a efetiva aproximação do País com regiões mais distantes do entorno estratégico do Brasil como a Ásia e o Pacífico e passar a defender de forma intransigente os posicionamentos de Donald Trump.

A posição do Brasil no cenário internacional se enfraqueceu ainda mais com a derrota de Donald Trump nas eleições norte-americanas. O resultado das eleições dos Estados Unidos reforçou o erro de estratégia do governo Bolsonaro nas relações internacionais.

“A queda da direita populista nos Estados Unidos é um alento para toda a América Latina. Novos ventos sopram a favor da democracia e do meio ambiente até mesmo no Brasil”, destacou o senador Paulo Rocha (PT-PA).

 

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