Ton Molina / Agência Senado

Teresa Leitão disse que vitória de Lula é resultado da enorme mobilização popular
Parlamentares do Partido dos Trabalhadores celebraram a eleição do presidente Lula para o seu quarto mandato presidencial. Os discursos destacaram o feito como um marco na história da democracia brasileira e na trajetória política do líder petista. Em contraposição, manifestaram veemente repúdio às manobras antidemocráticas e à postura do candidato derrotado, Flávio Bolsonaro, que deixou o país em meio a graves investigações judiciais por crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e organização criminosa.
A líder do Governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), ressaltou a dimensão histórica da trajetória de Lula, lembrando sua resiliência perante as adversidades, sempre com o apoio do povo.
“Foi preso injustamente depois de muita perseguição e não trocou jamais sua dignidade por sua liberdade. Libertado, teve suas condenações anuladas e voltou à Presidência do Brasil em 2023. Venceu várias vezes ao longo de mais de 50 anos da vida pública; suas vitórias foram, na verdade, e, sobretudo, vitórias do povo e da democracia brasileira”, destacou a senadora.
Teresa Leitão apontou ainda o crescimento da votação entre o primeiro e o segundo turno como reflexo da união popular e mostrou o claro contraste entre os dois lados da disputa.
“A diferença é histórica, minha gente! Um enfrentou inúmeras adversidades, sem abandonar jamais seu povo; o outro abandonou o confronto para não encarar a verdade, a polícia e a justiça, e deixou milhões de pessoas que lhe confiaram o voto a ver navios, com aquele sentimento amargo da traição e do descaso.”
Em sua fala, o líder do Governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), classificou o resultado das urnas como a consolidação do “maior levante popular sem armas que a história deste país já viu”, fruto da mobilização conjunta entre os mais jovens e os idosos.
“O que vimos foi um encontro de gerações inteiras. Os mais velhos tinham memórias demais para deixar que o passado voltasse. Os mais novos tinham futuro demais para abrir mão. Foi essa a decisão”, celebrou Randolfe.
O parlamentar denunciou, todavia, as articulações do candidato derrotado no exterior para descredibilizar as instituições nacionais.
“O derrotado nas eleições foge do país, vai para uma potência estrangeira e, de lá, passa a buscar que essa potência não reconheça o resultado das eleições. É uma conspiração contra o Brasil e uma ofensa a tudo que foi construído neste país nos últimos 40 anos.”
A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) enfatizou o papel decisivo de todas as faixas etárias na construção do resultado e reforçou que a eleição de Lula garante a estabilidade institucional e o respeito ao contraditório no debate público.
“Lula chega ao seu quarto mandato pelas mãos da juventude e dos idosos deste país, que saíram de casa, alguns em situações extremas de saúde, para garantir a eleição do maior homem público que este país já teve”, apontou a parlamentar.
Eliziane também repudiou as recentes tentativas do adversário de contestar a legitimidade do pleito no exterior.
“É um presidente que salva a democracia ao interromper um ciclo de extrema direita no Brasil. O defensor da extrema direita, depois de fugir do país e não reconhecer o resultado das urnas, tenta se autodeclarar Presidente a partir dos Estados Unidos. É algo inaceitável. O Governo Lula será centrado nas pessoas, garantindo um debate justo, equilibrado e focado nas reais necessidades do nosso povo.”
Já o senador Paulo Paim (PT-RS) disse que o resultado do domingo eleitoral representa a escolha dos brasileiros pela democracia e pela construção de um país melhor. Para ele, a presença de milhares de apoiadores nas ruas demonstrou a confiança na política como instrumento de transformação social.
“O povo fez a sua escolha: escolheu a democracia. E a democracia é isso: o direito de votar, de escolher, de divergir, de participar e de seguir lutando por um Brasil melhor”, afirmou. Paim também agradeceu às lideranças políticas, aos movimentos sociais, aos sindicalistas, aos trabalhadores, aos estudantes e aos militantes que participaram da campanha.



