Ditadura nunca mais

Senadores repudiam manifestações em favor do golpe de 64

Integrantes do governo de manifestam em apoio ao golpe militar de 1964. Senadores fazem apelo em defesa da democracia
:: Rafael Noronha31 de março de 2020 12:22

Senadores repudiam manifestações em favor do golpe de 64

:: Rafael Noronha31 de março de 2020

Os senadores da bancada do PT se manifestaram em tom de repúdio, nesta terça-feira (31) após membros do governo Bolsonaro, dentre eles, o vice-presidente Hamilton Mourão postarem mensagens nas redes sociais enaltecendo o golpe militar de 1964.

A manifestação de certa forma foi “estimulada” por Jair Bolsonaro, que se declarou a favor de celebrações pelo golpe. Com isso, ele desrespeitou recomendação da Comissão da Verdade, pela proibição de atos a favor de 1964, algo “incompatível” com o Estado de direito.

O líder do PT no Senado, Rogério Carvalho (SE), rebateu a mensagem do vice-presidente que afirmou ter sido com a eleição do general Castello Branco, após o golpe, que se iniciaram as reformas que desenvolveram o Brasil.

“Esta não é a memória das mães que tiveram seus filhos assassinados nos porões da ditadura. Em defesa da democracia e da vida: ditadura nunca mais”, disse o senador.

Para o senador Jean Paul Prates (PT-RN) “é um absurdo” que após 56 anos do golpe militar de 1964 ainda existam defensores de uma ditadura que “mergulhou o Brasil nas trevas por 21 anos”.

Pior ainda é quando quem defende a ditadura, numa tentativa de reescrever a história, é o Presidente da República, justamente quem mais deveria zelar pela democracia, mas que, em vez disso, dá sucessivas demonstrações antidemocráticas, homenageia torturador e apoia manifestações para fechar o Congresso e o STF prova que não está à altura de liderar o Brasi”, criticou.

O senador Humberto Costa (PT-PE) destacou que a data de instauração do regime militar no Brasil por meio de um golpe significa um marco na supressão das liberdades e da própria democracia.

“O golpe de 64 é marco para uma noite de 21 anos que caiu sobre o Brasil. É marco da supressão de liberdades e da própria democracia. É marco de torturas, desaparecimentos e mortes que são feridas abertas pra sempre na nossa história”, afirmou.

Uma série de atividades em redes sociais marcará, nesta terça-feira (31), o repúdio ao golpe de 1964 e seus defensores, além do apoio ao Estado democrático de direito.

A partir das 14h haverá um “twittaço” com hashtags #ditaduranuncamais e #luto na janela. A lembrança mostra ser continuamente necessária, já que o atual governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) segue ecoando o movimento de 31 de março/1º de abril.

Com informações da Rede Brasil Atual

 

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