Serasa: inadimplência das empresas recua 9,5% em abril

Na avaliação dos economistas da Serasa, alguns setores já se beneficiam dos juros mais baixos no crédito e dos estímulos ao consumo anunciados pelo governo.

:: Da redação30 de maio de 2012 13:50

Serasa: inadimplência das empresas recua 9,5% em abril

:: Da redação30 de maio de 2012

A inadimplência das empresas recuou 9,5% em abril na comparação com março. De acordo com o levantamento divulgado nesta terça-feira (29/05) pela empresa de consultoria Serasa Experian, é a maior queda verificada para o período desde 2007, quando a redução chegou a 11,1%. Na comparação com abril do ano passado, no entanto, a inadimplência apresentou alta de 11,8%. No período acumulado de janeiro a abril, o aumento chega a 18,7%.

Na avaliação dos economistas da Serasa, alguns setores já se beneficiam dos juros mais baixos no crédito e dos estímulos ao consumo anunciados pelo governo. “De qualquer forma, o efeito ainda não é generalizado entre as empresas e é preciso considerar também que vários setores sofrem mais os impactos da crise global, via redução das exportações e do crédito externo”, destaca comunicado divulgado pela Serasa.

A queda da inadimplência em abril ante março também está relacionada ao menor número de dias úteis no quarto mês do ano e à forte base de comparação, pois no terceiro mês o crescimento verificado no indicador chegou a 11,6%.

Nos primeiros quatro meses do ano, as dívidas não bancárias (cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica e água) tiveram valor médio de R$ 776,77 – um crescimento de 4,4% sobre abril de 2011.

As dívidas com bancos tiveram, no mesmo período, valor médio de R$ 5.285,55, alta de 4,2% em relação com o acumulado de janeiro a abril do ano anterior.

Quanto aos títulos protestados, o valor médio verificado no primeiro quadrimestre foi de R$ 1.894,26, com elevação de 11,1% sobre igual acumulado do ano passado.

Nos quatro primeiros meses de 2012, os cheques sem fundos tiveram valor médio de R$ 2.196,79, uma alta de aumento de 7,1% quando comparado com o primeiro quadrimestre do ano anterior.

Com agências onlines

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