Suplicy: credibilidade do Bolsa Família não pode ser afetada

“Os boatos e as disputas políticas não podem interferir na iniciativa, que é tão bem avaliada”.

:: Da redação29 de maio de 2013 19:18

Suplicy: credibilidade do Bolsa Família não pode ser afetada

:: Da redação29 de maio de 2013

É reconhecido no mundo todo como um dos
melhores instrumentos para superação da
extrema pobreza e combate à fome

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) chamou atenção para a importância de se manter a credibilidade do Bolsa Família, após os recentes boatos de que o programa seria extinto, o que levou milhares de pessoas aos bancos na tentativa de sacar o benefício.

Em discurso no Plenário nesta quarta-feira (29), o parlamentar paulista lembrou que o Bolsa Família é reconhecido internacionalmente e é essencial para milhões de famílias brasileiras: “Trata-se de um programa que foi objeto de construção suprapartidária no Congresso Nacional. É reconhecido no mundo todo como um dos melhores instrumentos para superação da extrema pobreza e combate à fome. Os boatos e as disputas políticas não podem interferir na execução da iniciativa, que é tão bem avaliada”, afirmou.

Ao apresentar números do projeto, Suplicy informou que, em março deste ano, havia no Brasil 18,49 milhões de famílias com renda familiar per capita abaixo de R$ 140, aptas portanto a fazerem parte do programa. Mas pouco mais de 13,7 milhões, cerca de 75%, estavam efetivamente recebendo. “Considerando que essas famílias têm, em média, 3,5 pessoas, podemos dizer que o benefício chega a 1/4 da população brasileira de 194 milhões de habitantes”, afirmou.

Para que o programa alcance 100% dos que precisam, Suplicy chamou atenção para a importância procedimento chamado Busca Ativa, lançado em junho de 2011 pela presidente Dilma Rousseff, com o objetivo de atrair aqueles que têm direito mas ainda não estão recebendo o dinheiro.

Segundo o parlamentar, os resultados do Busca Ativa variam conforme o estado, mas Ceará, Pará, Maranhão e Amazonas foram os que mais avançaram, trazendo mais gente para o programa.

Agência Senado

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