Mulheres

Teresa Leitão explica simbolismo da cor lilás para a luta feminina

Senadora falou durante aprovação do projeto que institui programa integrado de enfrentamento da violência contra a mulher

Alê Bastos

Teresa Leitão explica simbolismo da cor lilás para a luta feminina

Teresa Leitão se manifestou a favor de programa de combate à violência de gênero

No momento em que o país assiste a uma sucessão de casos de violência de gênero e o recrudescimento de discursos de ódio e de desvalorização da mulher, a senadora Teresa Leitão (PT-PE) comemorou a aprovação pelo Plenário do Senado do programa “Antes que Aconteça”, que consolida políticas públicas sobre o tema. A senadora aproveitou para explicar por que a cor lilás simboliza a luta feminina.

“Na origem do 8 de março está um episódio de crueldade contra as mulheres, que lutavam por direitos trabalhistas em Nova Yorke [em 1857]”, relembrou. As manifestantes foram reprimidas e aprisionadas dentro da fábrica onde trabalhavam, que foi incendiada. Todas morreram. “Se diz que estavam tecendo mantas de cor lilás naquele momento”, relatou a senadora, para concluir: “Somos muito identificadas com a cor rosa, mas desde que o movimento passou a atuar de forma mais efetiva, escolhemos o lilás, que é a cor da luta das mulheres”, afirmou.

Teresa Leitão disse ainda que o projeto aprovado nesta terça-feira (10) tem o mérito de trabalhar sobre a prevenção do crime de feminicídio. “Não é um crime de momento, é antecedido de várias formas de violência. E as políticas precisam ser bem estruturadas. O projeto abarca prevenção e cuidado. E é necessário ter destinação orçamentaria, o que estamos discutindo nesse momento”, elogiou a senadora.

O programa “Antes que Aconteça” enfatiza quatro frentes principais: acolhimento, educação, combate à violência e governança. Entre as ações práticas, destacam-se a criação de salas Lilás para atendimento humanizado, a oferta de serviços itinerantes para alcançar áreas remotas e a formação de “Defensoras Populares” em comunidades. O projeto também incentiva a autonomia econômica feminina através do empreendedorismo e propõe o uso de tecnologia para monitorar agressores e garantir a eficácia de medidas protetivas.

Diferente de ações reativas, o programa prioriza a mudança cultural por meio da educação escolar e da capacitação de agentes públicos. Além disso, institui grupos reflexivos para agressores e o Prêmio “Antes que Aconteça” para reconhecer boas práticas no setor. O texto segue agora para votação na Câmara dos Deputados.

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