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The Economist vê “jovem democracia brasileira” em risco

Para publicação britânica, candidatura de extrema-direita é ameaça “ao Brasil e à América Latina”
The Economist vê “jovem democracia brasileira” em risco

Foto: Sul 21

?De um País conhecido pelos enormes avanços sociais durante os governos de Lula, o Brasil “virou um vexame de proporção planetária”, lamentou o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE).

O senador se referia à reportagem de capa da revista britânica The Economist, que descreve a candidatura presidencial do deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ) como “uma ameaça ao Brasil e à América Latina”.

“As ideias desastrosas na área econômica chocaram a revista britânica”, ressalta o líder do PT no Senado, Lindbergh Farias (RJ). The Economist está longe de ser uma publicação de esquerda—a revista semanal é considerada uma das principais tribunas do pensamento neoliberal da imprensa mundial.

Desatroso

Sob o título “Jair Bolsonoro, a mais recente ameaça latino-americana”, The Economist estampa em sua capa que o candidato de direita viria a ser “um presidente desastroso” e critica duramente as não só as propostas econômicas, mas a postura do deputado frente às questões sociais e à democracia.

[blockquote align=”none” author=”The Economist”]A democracia brasileira ainda é jovem. Mesmo um flerte com o autoritarismo é preocupante[/blockquote]

“Bolsonaro, cujo nome do meio é ‘Messias’, promete salvação, mas é, de fato, uma ameaça para o Brasil e a América Latina”, alerta o jornal. “A democracia brasileira ainda é jovem. Mesmo um flerte com o autoritarismo pode é  preocupante”, afirma a revista.

Brutal

O jornal britânico destaca alguns “feitos” mais famosos do postulante de direita: “Ele afirmou que não estupraria uma deputada porque ela seria ‘muito feia’. Disse que preferia ‘um filho morto a um filho gay’ e sugeriu que quilombolas seriam ‘gordos e preguiçosos”.

Um detalhe significativo é a escolha de palavras do Economist para definir o candidato de extrema-direita: “brutalmente ofensivo” (grossly offensive). O adjetivo gross, aqui traduzido como “brutal” é muito usado em inglês também como sinônimo de “torpe”, “asqueroso” ou “repugnante”.

Custo humano e social

“A América Latina já experimentou antes misturar autoritarismo político com liberalismo econômico. Augusto Pinochet, feroz governante do Chile entre 1973 e 1990, foi assessorado pelos defensores do livre mercado chamados de “Chicago Boys”. Eles ajudaram a criar as bases da relativa prosperidade econômica chilena, mas a um terrível custo humano e social”, afirma The Economist.

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