Tombini diz que taxa de juros devem permanecer estáveis

:: Da redação11 de dezembro de 2012 16:47

Tombini diz que taxa de juros devem permanecer estáveis

:: Da redação11 de dezembro de 2012

Presidente do BC participa de audiência pública na CAE do Senado Federal e garante que instituição “está vigilante”


O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, disse  nesta terça-feira (11/12), durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, que a estabilidade das taxas básicas de juros da economia por um período suficientemente prolongado é a estratégia mais adequada para levar a inflação para sua meta central em 2013, de 4,5%.  Ele destacou  que o BC “permanece vigilante”,  ou seja, não descartou totalmente a possibilidade de que a taxa de juros ser elevada nos próximos meses. Atualmente, a taxa básica de juros da economia está em 7,5%.

 

Pelo sistema de metas  estabelecido, cabe à autoridade monetária promover o equilíbrio das taxas de juros segundo limites pré-estabelecidos. Para 2012, 2013 e 2014, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. O que significa que o  Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) pode ficar entre 2,5% e 6,5% . Quando altera a taxa de juros para cima, o BC atua para controlar a inflação e, ao baixá-los, julga, teoricamente, que a inflação está compatível com a meta .

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre janeiro e novembro de 2012, a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 5,01%. A expectativa do mercado financeiro é  de que o IPCA feche o ano em 5,58% e 2013 em 5,4%, acima do centro da meta.

Alexandre Tombini garantiu que o cenário de inflação, para os próximos meses, é de controle. Ele  apresentou alguns argumentos que confirmariam sua previsão. Entre eles: reajuste menor do salário mínimo e moderação nos reajustes do setor público; impacto das medidas anunciadas pelo Governo neste ano (como desoneração da folha de pagamentos, PSI etc.); expansão do crédito com ritmo mais alinhado com a renda; e “frágil cenário internacional”, que atua para conter a demanda agregada.

 

Por conta deste cenário, o presidente do Banco Central estimou que o cenário de recuperação da atividade econômica, com crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), deve continuar a se acelerar no próximo ano, ainda que em ritmo “mais lento” do que o previsto anteriormente. “No Brasil, está em curso uma recuperação gradual, que deve se intensificar ao longo do próximo ano. A indústria e agropecuária já mostram reação aos estímulos deste ano, e a produção industrial tem mostrado tendência de crescimento. No caso dos serviços, as perspectivas continuam favoráveis , disse.

 

Com informações das agências de notícias

 

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