Estado policial

Uso da Força Nacional aponta para regime autoritário, diz Rogério

Senador critica autorização do governo para uso da Força Nacional, a partir de hoje, na região central de Brasília
:: Rafael Noronha17 de abril de 2019 12:29

Uso da Força Nacional aponta para regime autoritário, diz Rogério

:: Rafael Noronha17 de abril de 2019

O ministro da Justiça de Bolsonaro, Sérgio Moro, determinou nesta quarta-feira (17) a atuação da Força Nacional na Esplanada. Segundo a portaria publicada no Diário Oficial, a medida vale por 33 dias, podendo ser prorrogada, e permitirá aos agentes atuarem na região da Esplanada dos Ministérios e da Praça dos Três Poderes.

Na avaliação do vice-líder do PT no Senado, Rogério Carvalho (SE), a iniciativa de Bolsonaro e Sérgio Moro mostra mais uma vez a falta de apreço do atual governo pela democracia.

“Todas as iniciativas do governo cerceiam conquistas democráticas e apontam para um regime autoritário com o uso de força. A sociedade precisa ser alertada dos riscos que estamos expostos”, destacou o senador.

Ana Terra Yawalapiti, do Movimento das Mulheres do Xingu, classificou como “inaceitável” a decisão do governo. Entre os dias 24 e 26 deste mês será realizado o Acampamento Terra Livre (ATL), evento realizado anualmente na área central de Brasília.

“Não sei para que tudo isso. Se for por causa do Acampamento Terra Livre, não é necessário. Quem deveria se proteger somos nós, os povos mais atacados pelo governo atual. Nós não temos armas de fogo, não temos bomba de gás. São eles [governo] quem tem essas armas. Nós não somos assassinos para ter [contra nós] essa força armada toda.  A nossa única arma é a nossa voz e a nossa força”, disse.

Foto: Mídia Ninja

Durante o período de vigência da portaria devem ocorrer em Brasília, pelo menos, três importantes eventos. Além do Acampamento Terra Livre (ATL), também devem seguir as discussões acerca da proposta da reforma da Previdência de Bolsonaro (PEC 6/2019) na Câmara dos Deputados e realização das manifestações dos trabalhadores no Dia do Trabalhador (1º de maio).

Além disso, os caminhoneiros têm ameaçado o governo com a possibilidade de uma nova greve frente à insatisfação com a política de reajuste de preços dos combustíveis, em especial, do diesel.

 

Leia também