SAÚDE

Vai ao Plenário criação do mês de conscientização sobre transtorno borderline

Senadora Teresa Leitão disse que objetivo diminuir estigma e apoiar as famílias
Vai ao Plenário criação do mês de conscientização sobre transtorno borderline

Relatório de Teresa Leitão é favorável ao mês de conscientização sobre o transtorno borderline

A Comissão de Assuntos Sociais aprovou nesta quarta-feira (15/04) o projeto que cria o Mês de Conscientização sobre o Transtorno da Personalidade Borderline (TPB), condição de saúde mental que afeta cerca de dois milhões de pessoas no Brasil, conforme dados da Associação Brasileira de Psiquiatria.

O TBP afeta a forma como as pessoas se sentem consigo mesmas e com os outros, trazendo problemas nos relacionamentos da vida cotidiana, incluindo padrão de relacionamentos instáveis, intensos e impulsivos. O relatório aprovado é da senadora Teresa Leitão (PT-PE).

“É uma parcela da nossa população que ainda vive na invisibilidade. O sofrimento aqui é compartilhado e urgente. O paciente enfrenta uma dor emocional avassaladora e o estigma do preconceito. A família adoece junto, exausta pelo medo constante e pela falta de orientação”, afirmou a senadora. O projeto vai para o Plenário do Senado em regime de urgência.

Pela proposta, o poder público irá promover, sempre nos meses de maio, ações de caráter psicoeducativo e de comunicação a respeito do transtorno. Teresa Leitão salientou que, com o tratamento adequado, que inclui psicoterapia, muitas pessoas com essa condição apresentam redução dos sintomas, melhora na funcionalidade e na qualidade de vida. No entanto, pode levar tempo para a mitigação dos sintomas após o início da terapêutica.

“É importante que pessoas com transtorno de personalidade borderline e seus parentes e amigos próximos tenham paciência, sigam o plano de tratamento e busquem apoio durante o período”, lembrou a senadora.

Teresa Leitão reforçou a necessidade de que o tema seja debatido na sociedade. “O Poder Público pode atuar para desmistificar preconceitos e qualificar o acesso à informação, garantindo que pacientes e familiares sejam integrados à sociedade com dignidade. Dessa forma, a iniciativa reveste-se de grande valor para a cidadania e para as políticas cultural e de saúde do nosso país”, disse.

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