Viana: caso do senador boliviano não pode ser uma disputa

O senador pediu cautela sobre o episódio que, segundo ele, é delicado.

:: Da redação27 de agosto de 2013 20:36

Viana: caso do senador boliviano não pode ser uma disputa

:: Da redação27 de agosto de 2013

“A oposição gosta de transformar tudo em
falha, em governo falho, em governo fraco”

O caso do senador Boliviano Roger Pinto, trazido sem salvo conduto para o Brasil por um diplomata brasileiro, “não pode ser transformado numa disputa entre situação e oposição”, alertou nesta terça-feira o senador Jorge Viana (PT-AC), em pronunciamento ao Plenário. “Ouvi muitas críticas à presidenta Dilma, ao nosso Governo. O problema é grave e envolve circunstâncias delicadíssimas”, afirmou.

O senador Roger Pinto Molina, opositor do governo Evo Morales, é acusado de mais de 20 crimes em seu país, entre eles o chamado massacre de El Porvenir, quando 19 camponeses foram assassinados na esteira de uma tentativa de golpe contra o presidente da Bolívia. Há 15 meses, Pinto estava asilado na Embaixada do Brasil em La Paz, mas o governo boliviano se recusava a fornecer um salvo conduto para que ele deixasse o país.

Para Viana, o ponto fundamental da questão é a “vida de um cidadão boliviano que pediu asilo ao governo brasileiro”.

Viana afirmou seu desejo de que o bom senso prevaleça no tratamento do episódio. “A oposição gosta de transformar tudo em falha, em governo falho, em governo fraco”, lamentou, recomendando que a questão seja tratada “com toda calma, cautela e respeito”.

Ele considerou sensata a decisão da Comissão de Relações Exteriores (CRE) do senado, que suspendeu a vinda do senador Roger Pinto à Casa, nesta terça-feira, onde daria uma entrevista coletiva. O presidente da CRE é o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), que ajudou a trazer Pinto para Brasília, transportando-o de jatinho, desde Corumbá (MS), na fronteira com a Bolívia. Viana destacou que, na condição de asilado, Pinto precisa respeitar as exigências e limitações que isso impõe.

Viana manifestou confiança na capacidade do Governo e conduzir a situação de modo a respeitar “nosso vizinho, país irmão, a Bolívia”, lembrando que esse é um país “que experimenta a democracia. Os conflitos políticos que vejo lá, de parte a parte, são parte do enfrentamento democrático”. 

 

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