Viana e Paim celebram o Dia de Conscientização do Autismo

Os petistas destacaram importância da Política de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

:: Da redação2 de abril de 2013 21:48

Viana e Paim celebram o Dia de Conscientização do Autismo

:: Da redação2 de abril de 2013

Os senadores Jorge Viana (PT-AC) e Paulo Paim (PT-RS) subiram à tribuna, na tarde desta terça-feira (2), para lembrar o Dia Mundial da Conscientização do Autismo. Paim recontou a aprovação histórica da Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, que equipara os direitos da pessoa autista ao das pessoas com deficiência. E Viana fez um recorte sobre os dados estatísticos que servem de alerta para o País. “No Brasil, lamentavelmente, cerca de 90% das pessoas com autismo não recebem diagnóstico”, ressaltou o parlamentar acreano. “É o tipo da síndrome em que é fundamental se ter o diagnóstico, para que não haja um tratamento equivocado, para que não haja o descaso na presença das pessoas”, completou.

“Muitas famílias e especialistas não conhecem
os sintomas ou menosprezam os sinais”

Jorge Viana observou que a obtenção do diagnóstico do autismo no Brasil é difícil e muitas vezes demora. “Muitas famílias e especialistas não conhecem os sintomas ou menosprezam os sinais”, advertiu. Ele destacou que uma em cada 50 crianças sofre de autismo, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos. “No Brasil, o diagnóstico é feito, em média, entre o quinto e o sétimo ano de vida das crianças”, disse.

O parlamentar citou o caso de uma garota inglesa autista, diagnosticada aos 2 anos de idade, mas que aos 10 anos aprendeu a se comunicar graças ao uso do computador. “Ela começou a se comunicar com os pais, já que não falava. Foi algo muito forte, pois na primeira comunicação dela com os pais, ela pediu socorro, porque estava com dor no dente”, disse.

O nome da jovem é Carly Fleischmann, que tem mais de 100 mil seguidores nas redes sociais e mantém o site http://carlysvoice.com/.  A garota diz às pessoas como lidava com suas dificuldades. “Sem falar, escrevendo, ela vai respondendo aos pais e outros autistas sobre o porquê das coisas, já que os médicos não conseguem ter respostas”, comenta.

Diante da pergunta de que por que o filho cospe todo o tempo, ela responde: “Eu nunca cuspi, quando era criança. No entanto, eu babava, e sentia como se cuspisse. Hoje eu percebo que eu nunca soube como engolir a saliva. Eu nunca usei minha boca para falar, e por isso, nunca usei os músculos da boca. Quando você tem saliva presa na sua boca, existem poucas maneiras de se livrar do desconforto. [E ela dá uma dica.] Tente dar a ele alguns doces por duas semanas. Isso vai fortalecer os músculos e ensiná-lo a engolir a saliva”.

Mais visibilidade

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 “É o tipo da síndrome em que
é fundamental se ter o
diagnóstico, para que não haja
um tratamento equivocado”

Em seu pronunciamento, o senador Paulo Paim reconheceu a evolução das discussões em favor dos direitos das pessoas com autismo, a partir da visibilidade que o Congresso Nacional garantiu ao assunto com as discussões e aprovação de uma política nacional, que assegura aos autistas, por exemplo, a reserva de vagas em empresas e o atendimento preferencial em bancos e repartições públicas.  Além disso, prevê punição para os gestores escolares que recusarem a matrícula dos alunos com autismo ou qualquer outro tipo de deficiência.

A história da lei, recordou o senador, começou com a luta de uma mãe pelos direitos do seu filho autista. Berenice Piana procurou a Comissão de Direitos Humanos do Senado, que se mobilizou para aprovar um projeto com medidas de proteção às pessoas nessa condição, realizando diversas audiências públicas sobre o tema. “O impacto dessas audiências ganhou o Brasil. Milhares de famílias entraram em contato e começamos, então, a grande cruzada nacional para a aprovação da lei”, lembrou Paim.

Monumentos azuis

Os dois senadores ressaltaram que diversas cidades do mundo celebraram hoje a data iluminando pontos turísticos com a cor azul, escolhida para representar o autismo.

Com Agência Senado e assessorias dos senadores

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