Viana pede discussão sobre política de imigração no Brasil

Senador relatou visita ao município de Brasileia, que se tornou porta de entrada de haitianos refugiados.

:: Da redação3 de dezembro de 2013 20:26

Viana pede discussão sobre política de imigração no Brasil

:: Da redação3 de dezembro de 2013

“A população de Brasileia precisa voltar a
viver em normalidade. Temos como fazer isso
dando um acolhimento adequado para os
nossos irmãos imigrantes”

O senador Jorge Viana (PT-AC) relatou, nesta terça-feira (03), a situação que foi verificada por parlamentares que, em visita oficial, foram à cidade de Brasileia, na última segunda-feira (02), para verificar a situação em que se encontram os imigrantes que se encontram refugiados na cidade acriana.

De acordo com Viana, no ano de 2010, chegaram aproximadamente 30 haitianos na cidade de Brasileia. Em 2011, foram 1.175. Em 2012, 2.225 estrangeiros chegaram à cidade, somando ao todo, 13 mil estrangeiros, número que já ultrapassa, inclusive, o número de residentes do município.

“Essa situação chegou ao extremo. Não há meios de se manter aquelas condições que temos em Brasileia. A população pede que se encontre uma solução para essa imigração sem as condições necessárias. É óbvio que todo o trabalho nosso tem que ser feito no sentido de levar em conta a preocupação humanitária”, disse.

Por conta do atual momento em que o País vive, o senador acredita ser fundamental que seja discutida uma política de imigração para o Brasil. Mas, além disso, o Brasil precisa cuidar dos refugiados haitianos que chegaram ao Brasil para se refugiarem após as tragédias ambientais ocorridas naquele país.

“Não é possível o Brasil não ter uma política para imigrantes nas áreas de fronteira. E essa política não pode estabelecer endereço em São Paulo. Tem de estabelecer endereço nas entradas do País. O Acre não aceita o papel de ser a entrada dos fundos do País. O Acre não é mais o lugar onde o País termina, e sim o lugar onde o Brasil começa”, destacou. “A população de Brasileia precisa voltar a viver em normalidade. Temos como fazer isso dando um acolhimento adequado para os nossos irmãos imigrantes, sejam do Haiti ou de outros países”, concluiu.

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