Walter Pinheiro contesta críticas de Randolfe sobre CPI Mista

A CPI irá levar em consideração a rede de negócios e informações apuradas a partir das Operações Monte Carlo e Vegas, que têm Carlinhos Cachoeira como personagem central.

:: Da redação12 de abril de 2012 20:55

Walter Pinheiro contesta críticas de Randolfe sobre CPI Mista

:: Da redação12 de abril de 2012

Em entrevista coletiva nesta quinta-feira (12/04), o líder do PT e do Bloco de Apoio ao Governo no Senado, Walter Pinheiro (BA), contestou a crítica feita pelo senador Randolfe Rodrigues (PSOL-PA) de que o foco da CMPI para investigar o contraventor Carlinhos Cachoeira teria sido alterado. “Com todo respeito ao senador, não houve mudança de foco e não houve mudança de absolutamente nada do que foi acordado. O texto que o senador Randolfe viu na reunião de líderes é o mesmo que estamos coletando as assinaturas”, afirmou.

Randolfe Rodrigues, no começo da tarde, disse que estava preocupado com os rumos que a CPMI pode tomar porque a abrangência das investigações da rede criminosa de Carlinhos Cachoeira excluiria seus contatos com agentes públicos e privados, o que não é verdade.

Todo requerimento que solicita a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), com base no parágrafo 3º do artigo 58 da Constituição Federal e com o artigo 21 do Regimento Comum do Congresso Nacional, deve apresentar o foco, a abrangência nas quais as investigações parlamentares deverão se concentrar.

Segundo Pinheiro, a abrangência da CPMI levará em consideração a rede de negócios, a rede de informações que foram construídas a partir exatamente do resultado de toda a apuração das Operações Monte Carlo e Vegas, da Polícia Federal, que têm na figura de Carlinhos Cachoeira todos os desdobramentos. “Pega exatamente isso, até a indústria de arapongagem, a coleta de informações de forma ilegal e a participação de agentes públicos e privados. Esse é o eixo da apuração”, salientou.

A crítica de Rodrigues está relacionada à composição dos integrantes da CPMI – 15 senadores e 15 deputados – porque na distribuição dos cargos valerá o critério da proporcionalidade partidária. O PMDB tem a maior bancada no Senado e em seguida vem o PT. Na Câmara, é o PT que detém a maior bancada e o PMDB a segunda.

Pinheiro observa que inicialmente a proposta era que a CPMI fosse composta por 12 senadores e 12 deputados. A Câmara sugeriu aumentar para 15 dividido em cada Casa, sem contar que haverá suplentes do mesmo número. “É óbvio que vamos ter reclamação de um e de outro e é natural a reclamação da quantidade de integrantes. Mas vamos ter um plenário de 60 parlamentares, um número razoável e que dá para compatibilizar a participação de todos os partidos. Se a tese é a tese para ganhar mais uma vaga, vale atirar de qualquer jeito. Mas repito, o texto é o mesmo; não houve recuo e nenhuma modificação daquilo que propusemos desde o início”, disse Pinheiro.

Veja a entrevista completa de Walter Pinheiro

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Marcello Antunes

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