Alessandro Dantas

O senador Paulo Paim (PT-RS) voltou a defender no plenário do Senado a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 e a redução da jornada semanal para 40 horas, sem redução salarial. Durante discurso nesta segunda-feira (13/7), o parlamentar anunciou que o governo federal iniciou uma campanha nacional em defesa da proposta.
Segundo Paim, o presidente Lula convocou militantes e apoiadores para ampliar o debate sobre o tema em todo o país.
“O presidente Lula assumiu publicamente esse compromisso com os trabalhadores brasileiros e está fazendo a sua parte. O presidente Lula só está pedindo que o Senado vote. Vote como a Câmara votou”, afirmou.
O senador destacou que a PEC já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e está pronta para ser apreciada pelo Senado. Ele lembrou que, dos 513 deputados federais, apenas 19 votaram contra a proposta e defendeu que a matéria seja analisada pela Casa.
Para Paim, a redução da jornada de trabalho não é uma pauta partidária, mas uma reivindicação da população.
“Esse tema não pertence a um partido, a um Governo ou a uma oposição; pertence ao povo brasileiro. Pertence aos milhões de trabalhadores e trabalhadoras que todos os dias enfrentam longas jornadas de trabalho e deslocamentos exaustivos”, disse.
O parlamentar também relembrou que defende a redução da jornada desde a Assembleia Nacional Constituinte, em 1987 e 1988. Na avaliação dele, o desenvolvimento econômico deve caminhar ao lado da justiça social e garantir melhores condições de vida para os trabalhadores.
“O trabalho deve libertar, jamais aprisionar. Não nascemos apenas para trabalhar; nascemos para viver, conviver com a família, estudar, descansar e participar da comunidade”, afirmou.
Segundo Paim, a manutenção da escala 6×1, somada ao tempo gasto no deslocamento entre casa e trabalho, contribui para o adoecimento físico e mental dos trabalhadores.



