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Extrema direita nunca mais! Por Beto Faro

Alessandro Dantas

Extrema direita nunca mais! Por Beto Faro

Para Beto Faro, renegociação de dívidas dará condições aos estados de promover políticas públicas voltadas para a população

Haja coração! Daquelas emoções que de tão intensas tiram até o fôlego. Foi o que senti no dia 25 passado quando confirmada a vitória história do Lula.

Sem cair nas artimanhas e desmoralizando os institutos de pesquisas a maioria da população não titubeou em rechaçar uma nova tragédia bolsonarista. Optou pelo fortalecimento da democracia, pela solidariedade, pela soberania, e pela expectativa de um futuro para o Brasil, justo e próspero. Viva Lula e Viva o Povo Brasileiro!

Já fui até ao Santuário Nacional de N. Sra. Aparecida pagar promessa pela graça alcançada. Com N. Sra. de Nazaré estou sempre em contato agradecendo as suas bênçãos.

A emoção foi maior ainda com a resposta dada pelo povo paraense que entendendo a gravidade do que estava em jogo na disputa presidencial ampliou em mais de 263 mil votos a vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro no segundo turno, em relação ao primeiro. Dos 144 municípios do Pará, Lula saiu vitorioso em 96 deles, ou 67% do total.

Até no município de Ananindeua, origem e reduto político do governador eleito, Dr. Daniel, aliado de Flávio Bolsonaro, Lula teve 152 mil votos contra 136 mil do Flávio.

A propósito, aproveito para desejar boa gestão para o novo governador do Pará. Porém, o PT é movido por ideias e princípios antagônicos aos do Partido do governador.

Por essa razão estaremos em oposição ao governo, em luta permanente contra toda e qualquer medida que se oponha ao bem-estar da população e aos interesses maiores do Pará.

Voltando ao quadro nacional, a vitória eleitoral do Lula transcendeu o seu significado interno enquanto opção de projeto que queremos para o Brasil e de que tipo de valores pretendemos para caracteriza a nossa sociedade. A vitória do Lula repercute em todo o mundo reacendendo as chamas de esperança e as lutas por um mundo mais solidário e inclusivo que repudie as forças fascistas.

A vitória do Lula poderá ter resultado em um golpe fatal no bolsonarismo principalmente com a fuga covarde do “autoproclamado líder”, obviamente já prevista e planejada há tempo.

Aliás, ao contrário do que diziam, sabe-se agora, a partir de um ato falho cometido em entrevista pelo governador de São Paulo, que pelo menos ele e o sonolento, mas ludibrioso coordenador da campanha do 01, tinham conhecimento da fuga.

Fato é que diante dos exemplos de covardia da família, temos dois bolsonaristas foragidos sob a proteção do governo dos EUA torcendo para que os democratas não recuperem a presidência. Além do mais, temos o seu líder maior neutralizado na prisão. Talvez, com o provável enterro do fascismo, seja a chance esperada para a rearticulação da direita democrática no Brasil, o que seria bom para o debate político no país.

Porém, o provável ocaso do bolsonarismo não significa Céu de Brigadeiro para o quarto governo do presidente Lula. Antes da eleição presidencial foi estabelecida nova composição do Congresso Nacional com maioria folgada dos conservadores, em especial no Senado, hegemonizado pela extrema direita.

Antevendo esse cenário, Lula antecipou uma nova forma de governo para viabilizar a sua quarta e melhor gestão conforme a sua promessa.

Entendo que Lula está se referindo à máxima valorização do povo como sujeito político. Com o intuito de contribuir nessa estratégia nosso mandato colhe apoio entre os Senadores para uma proposta de emenda constitucional determinando que projetos de Lei de iniciativa popular subscritos pelo menos com 5% do eleitorado tenham tramitação em regime de urgência no Congresso Nacional. Creio que a viabilização dessa PEC poderá ter bastante utilidade para os propósitos do governo Lula nesse contexto indigesto no Congresso.

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