Artigos
Tempestade em copo d’água – Por Cláudio Puty
Dia e noite, eles nos bombardeiam, pela mídia, com previsões catastrofistas. Dizem que a inflação está à espreita, que as expectativas de crescimento econômico são pífias, que o desemprego está aumentando, as contas públicas estourando e a dívida crescendo. Quem lê tanta notícia negativa tem razão para se assustar. Mas, quando se olha de perto os números reais da economia, percebe-se facilmente que estamos diante de uma situação totalmente diversa, com estabilidade, crescimento e queda do desemprego, mesmo dentro de um quadro de crise internacional persistente. De onde se conclui que a questão fundamental é de natureza política, não econômica. O fato é que os conservadores buscam interditar o debate sobre a política econômica, classificando como “populista” qualquer desvio da ortodoxia econômica.Gritos que pedem respostas – Por Paulo Paim
O Senado possui um importante instrumento para a melhoria dos mandatos parlamentares: o Alô Senado, uma espécie de ouvidoria, para a qual as pessoas enviam as suas críticas e sugestões. Mas ainda estamos muito longe de utilizar todo o seu potencial. E aí eu me refiro tanto aos cidadãos, quanto aos próprios senadores.Venezuela: exemplo do mau jornalismo do Brasil – Por Pedro Silva Barros
A ascensão do Brasil a potência emergente tem ampliado a internacionalização de instituições públicas que complementam e fortalecem a diplomacia. A América do Sul é nosso entorno geoestratégico convertido em prioridade. A ida do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) à Venezuela é consequência dessa política de Estado.Desde 2010, o Ipea na Venezuela desenvolve cooperação bilateral orientada por acordos firmados em encontros presidenciais. Forma e capacita em políticas públicas, planejamento e integração regional e realiza pesquisas econômicas relacionadas à integração produtiva, infraestrutura e desenvolvimento da área de fronteira.A CPI do mau negócio e o mau negócio da CPI – Por Marcelo Zero
Todos os dias, empresas fazem maus negócios, que dão prejuízos. Todos os dias, firmas vão à falência. Nos períodos de bonança e crescimento, muitas empresas lucram bastante fazendo apostas altas nos mercados. Nos períodos de crise, muitas simplesmente desaparecem para nunca mais serem vistas.Jogo de cena – Por Tânia Maria Oliveira
Gilmar Mendes e o jogo político da oposição no Congresso e no STF - entre os anéis e os dedos A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania – CCJ do Senado já se debruçou mais de uma vez sobre projetos que propunham modificar o sistema de financiamento das campanhas eleitorais. A primeira nesta legislatura foi em 2011 quando o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) apresentou parecer contrário ao PLS 268/2011 que indicava a adoção do financiamento público exclusivo nas campanhas eleitorais. A segunda em setembro de 2013 quando rejeitou, por 13 votos a 6, o Projeto de Lei nº 264/2013, do senador Jorge Viana (PT-AC), relatado pelo senador Eduardo Suplicy (PT-SP) que proíbe o financiamento de campanha eleitoral por empresas. O autor do voto em separado vencedor foi o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB).Redes rompem o cerco midiático – Por Alberto Cantalice
Acostumada a ditar regras ou modismos e a conduzir a vida política e cultural do país, a mídia tradicional depois de "reinar" absoluta por décadas encontra hoje um contraponto exemplar: a internet. Longe de controles econômicos ou paradigmas a internet chegou para tirar o bolor e a manipulação constante do noticiário, notadamente, da chamada grande imprensa e seus articulistas que se consideram os "donos da verdade".A Petrobras incomoda
Pudera. Nascida da histórica campanha nacionalista “o Petróleo é nosso”, a Petrobras se converteu naquilo que os paleoliberais consideram praticamente uma impossibilidade: uma empresa estatal bem-sucedida e eficiente. Ela é um acabado contraexemplo das teses antiestatais e antidesenvolvimentistas que sustentavam o fracassado paradigma privatizante e liberalizante que ruiu no início deste século.Para um mundo sem pobreza – Por Jim Yong Kim
Na medicina, saber qual é o melhor tratamento não é suficiente para garantir a saúde do paciente. Podemos ter prova de sua eficácia e conhecer seu custo relativo e a melhor maneira de realizar o tratamento. Mas se não pudermos fazê-lo porque o serviço é ruim, isto significa que o sistema de saúde falhou.Ação Penal 470: A mídia, o STF e o fio de Ariadne – Por Tânia Maria Oliveira
Na última quinta-feira (13), foi realizado o último julgamento do mais longo julgamento da história do Supremo Tribunal Federal (STF) : a Ação Penal 470, conhecida como “mensalão”. O olhar da mídia sobre esse julgamento seguiu o rito da polarização infantil que costuma dominar as irrefletidas máximas. Como importante mecanismo que trabalha para transmitir notícias que considera relevantes ao conhecimento do público e, ao mesmo tempo, cientes do sentimento de curiosidade que perpassa os sujeitos de um modo geral – notadamente no que diz respeito a assuntos referentes a desvios de conduta de políticos e matéria penal –, a mídia acaba utilizando-se de notícias sensacionalistas para construir uma realidade e, do mesmo modo, uma opinião pública.