Brasil não pode pagar salários “vergonhosos” aos professores, diz Ângela

:: Da redação21 de outubro de 2015 17:08

Brasil não pode pagar salários “vergonhosos” aos professores, diz Ângela

:: Da redação21 de outubro de 2015

Ângela: “Muitos professores precisam fazer ‘bicos’ ou precisam se submeter a jornadas duplas ou triplas de trabalho para sobreviver”Apesar da alegria pela sinalização de um acordo que encerre a greve dos professores do estado de Roraima, que já passa dos 70 dias, a senadora Ângela Portela (PT-RR) disse, em plenário, nesta quarta-feira (21), que o Brasil tem uma importante decisão a tomar. “Precisa decidir se realmente quer fazer parte de um grupo de nações desenvolvidas nas próximas décadas”.

“Nesse caso, é preciso tomar uma opção verdadeira pela educação. Todos os países que alcançaram um alto grau de desenvolvimento humano tiveram claramente essa opção a algumas décadas”, disse.

Para a senadora, a crise na educação de Roraima, que se repete em diversos estados, é reflexo de um quadro mais geral. Ela é consequência da forma como os governantes trataram décadas após décadas a educação no Brasil.

“Precisamos reconhecer que avançamos durante os últimos 13 anos. Temos praticamente todas as crianças na escola, criamos mecanismos de financiamento da educação, como o Fundeb, instituímos o piso salarial nacional para o magistério da educação básica”, elencou.

Além disso, lembrou a senadora, nos governos de Lula e Dilma foram instituídos programas modernos de avaliação e o governo federal tem investido em iniciativas de inclusão com base na educação como o: Pronatec, o Fies e o Ciência Sem Fronteiras.

Apesar desses avanços, para a senadora, o Brasil anda falhado num aspecto: a remuneração do magistério. “Essa é uma decisão que precisamos tomar. O Brasil vai continuar pagando salários vergonhosos aos seus professores? O resultado é conhecido. O magistério continua sendo uma das profissões que não consegue atrair os jovens que ingressam nas universidades. Muitos professores precisam fazer ‘bicos’ ou precisam se submeter a jornadas duplas ou triplas de trabalho para sobreviver”, enfatizou.

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