
O Brasil registrou, em 2024, a menor taxa de homicídios desde o início da série histórica do Atlas da Violência, iniciada em 2014. Divulgado nesta terça-feira (26/5), o levantamento é produzido anualmente pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública e aponta uma redução significativa nos índices de violência letal no país.
De acordo com o estudo, o Brasil alcançou a marca de 20,1 homicídios para cada 100 mil habitantes em 2024, uma queda de 7,4% em relação ao ano anterior. Em números absolutos, foram registrados 42.590 homicídios, o que representa redução de 6,9% na comparação com 2023.
A pesquisa foi elaborada com base em dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), ambos do Ministério da Saúde. A análise histórica mostra que, entre 2014 e 2024, a taxa nacional de homicídios caiu 33,4%, enquanto o número absoluto de mortes violentas teve redução de 29,6%.
Senadores do PT atribuem os resultados às políticas adotadas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na área da segurança pública.
Para o senador Rogério Carvalho (PT-SE), a redução reflete a retomada de investimentos e da coordenação nacional no enfrentamento à violência.
“O Brasil começou a virar essa página da violência porque voltou a ter governo investindo de verdade em segurança pública. O presidente Lula fortaleceu as polícias, ampliou o trabalho de inteligência e fez a União voltar a atuar junto com os estados no combate ao crime organizado. A redução dos homicídios não aconteceu por acaso. É resultado de política pública, investimento e coordenação”, afirmou.
O parlamentar também destacou a importância da Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública, atualmente em tramitação no Congresso, como instrumento para ampliar a integração entre as forças policiais e reforçar o combate ao crime organizado.
Na mesma linha, o senador Humberto Costa (PT-PE) avaliou que os números indicam os efeitos concretos das ações coordenadas do governo federal.
“O presidente Lula tem feito um governo extremamente voltado para o combate à violência, após uma administração que inundou o Brasil de armas, muitas delas posteriormente apropriadas pela criminalidade. Estamos investindo em ações integradas, combatendo o crime organizado e fortalecendo a proteção de grupos vulneráveis, como as mulheres. São dados que significam vidas salvas”, declarou.
Os parlamentares também defendem celeridade na análise da PEC da Segurança Pública pelo Senado. A proposta, já aprovada pela Câmara dos Deputados, prevê maior integração entre os órgãos de segurança, definição de diretrizes nacionais e ampliação dos recursos destinados ao setor.
A líder do PT no Senado, Teresa Leitão (PE), ressaltou que a medida representa um avanço no fortalecimento do pacto federativo no enfrentamento ao crime.
“A PEC da Segurança Pública vai fortalecer o pacto federativo em prol do combate ao crime organizado. É essencial que possamos contar com diretrizes para a atuação integrada das forças policiais, dos órgãos de inteligência e das instâncias de gestão”, afirmou.
O presidente Lula já sinalizou que, após a aprovação da proposta pelo Congresso Nacional, pretende criar o Ministério da Segurança Pública, com o objetivo de reforçar a articulação entre União, estados e municípios no enfrentamento à criminalidade.



