A semana promete

Congresso analisa agenda econômica e instala CPI da Braskem; Copom deve seguir reduzindo juros

Congresso Nacional terá semana crucial para votação de propostas da agenda econômica do governo Lula. Parlamentares também devem analisar nomes de Flávio Dino e Paulo Gonet e vetos presidenciais

Alessandro Dantas

Congresso analisa agenda econômica e instala CPI da Braskem; Copom deve seguir reduzindo juros

Parlamentares devem analisar vetos presidenciais na quinta-feira (14/12)

A penúltima semana de votações no Congresso Nacional terá na pauta da Câmara dos Deputados e do Senado Federal uma série de propostas cruciais para a manutenção da retomada econômica planejada pelo governo Lula para os próximos anos.  

O plenário do Senado analisa nesta terça-feira (12/12) o Projeto de Lei (PL 3626/2023), chamado de PL das Bets. O texto, que regulamenta o setor – autorizado a atuar no Brasil desde 2018 -, deve render aos cofres públicos cerca de R$ 10 bilhões no próximo ano. A projeção foi feita pelo relator do projeto, senador Angelo Coronel (PSD-BA). 

Segundo a proposta, cada operadora de apostas terá de pagar R$ 30 milhões pela licença de atuação no Brasil. 

Já o plenário da Câmara deve se debruçar nesta semana sobre as mudanças feitas pelos senadores no projeto de reforma tributária (PEC 45/2019).   

A reforma vai eliminar três impostos federais (IPI, PIS e Cofins) e criar a Contribuição sobre Bens e Serviços e o Imposto Seletivo. A medida também elimina o ICMS estadual e o ISS municipal e cria o IBS. Tanto o IBS quanto a CBS terão as mesmas regras e serão cobrados apenas no destino dos produtos, eliminando a incidência de imposto sobre imposto. 

Ainda na agenda econômica do governo Lula, a comissão mista deve votar o relatório do deputado Luiz Fernando Faria (PSD-MG) à Medida Provisória (MP 1185/2023) que regulamenta e organiza créditos fiscais. O senador Rogério Carvalho (PT-SE) é o presidente do colegiado.  

O governo Lula editou a MP no fim de agosto com o intuito de regulamentar decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) segundo a qual créditos fiscais devem ser incluídos na base de cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).   

A medida tem potencial de arrecadação de aproximadamente R$ 137 bilhões em quatro anos. 

Enquanto o Congresso se debruça sobre a questão orçamentária, o Comitê de Política Monetária (Copom) começa nesta terça-feira (12/12) e anuncia na quarta-feira (13/12) a nova taxa básica de juros – algo fundamental para o desempenho da economia do país, pois a taxa ainda elevadíssima trava o crescimento econômico. A expectativa do governo é de um corte de meio ponto percentual, de 12,25% a 11,75%, embora haja cobrança para que o ritmo de queda da taxa seja acelerado.

Congresso analisa vetos presidenciais 

Na quinta-feira (14/12), existe a previsão de que ocorra a sessão do Congresso para análise de vetos. São 39 ao todo. Entre eles, os vetos do presidente ao marco temporal das terras indígenas, o veto ao projeto de prorrogação da desoneração da folha de pagamento de 17 setores e o veto parcial ao projeto de definição das regras do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). 

Os parlamentares precisam, ainda votar o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e o Plano Plurianual (PPA), além de analisar os relatórios setoriais da Lei Orçamentária Anual (LOA) para liberar a pauta para a votação da peça orçamentária para 2024. 

Indicados de Lula serão sabatinados na quarta  

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) agendou para a próxima quarta-feira (13/12) as sabatinas do ministro da Justiça, Flávio Dino, indicado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), e a de Paulo Gonet, para a Procuradoria-Geral da República (PGR). Na CCJ, a indicação de Gonet contou com a relatoria do senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do Governo no Senado. 

Os dois serão sabatinados no mesmo dia. A expectativa é de que, após as sabatinas, o plenário do Senado também vote as indicações do presidente Lula no mesmo dia.  

Senado vai investigar tragédia de Maceió 

No Senado, também existe a expectativa pela instalação da CPI da Braskem para esta semana. Por ser o integrante mais velho, caberá ao senador Otto Alencar (PSD-BA) presidir o encontro, que deverá ser utilizado para eleição do presidente, relator e os vice-presidentes. O autor do requerimento de criação da CPI é o senador Renan Calheiros (MDB-AL).

Os parlamentares devem investigar as ações e omissões da mineradora Braskem e de entidades da administração alagoana no desastre ambiental que resultou no afundamento de vários bairros em Maceió.

O PT terá o senador Rogério Carvalho (PT-SE) como titular, e o líder do partido no Senado, Fabiano Contarato (ES), como suplente.

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